(15) 3411-8501 - (15) 4141-2625 - (15) 3017-5310
contato@sanaodontoesaude.com.br
Comendador Oetterer, 765- Vila Carvalho | Sorocaba -SP
Facebook

Planos de Saúde e Odonto é Fenix

Fique por dentro das notícias da Saúde


20/09 - Para onde vai a gordura que queimamos quando perdemos peso?
Dois pesquisadores da Austrália fizeram essa pergunta a 150 profissionais da área da saúde, entre médicos, dentistas e nutricionistas, e ficaram decepcionados com o que ouviram. A energia contida na maioria dos alimentos que ingerimos é eliminada pelos pulmões, na forma de CO2 Michal Jarmoluk/Pixabay Nas aulas de física e química aprendemos que energia não se cria nem se destrói. Ela, na verdade, se transforma. Com base na chamada lei da conservação das massas, o professor Andrew J. Brown e o pesquisador Ruben Meerman, da Universidade de South Wales, na Austrália, lançaram a pergunta: para onde vai a gordura que é transformada em energia quando perdemos peso? A pergunta foi feita a 150 profissionais da área da saúde, entre médicos, dentistas e nutricionistas. A resposta, contudo, surpreendeu os dois especialistas. Cerca de 98% erraram. Isso significa que apenas três das 150 pessoas souberam explicar o que acontece com a gordura que perdemos quando emagrecemos. A maioria dos que foram desafiados com a pergunta disse que os quilos que perdemos se transforma em calor. Isso é fisicamente impossível porque, segundo os especialistas, viola a lei da conservação das massas que prevê que, num sistema fechado em que ocorre uma reação química, todos os átomos que estiveram ali no início da reação, estarão lá no final. Outros argumentaram que a gordura se converte em músculo. Algo que, de acordo com Meerman e Brown, também é impossível. Teve gente que disse que o peso é eliminado por meio das fezes. Nenhuma dessas explicações, contudo, é o que realmente acontece. O peso que perdemos emagrecendo vai, principalmente, para os pulmões. "Quando alguém perde 10 kg de gordura, 8,4 kg são exalados como CO2. Os pulmões são, portanto, o principal órgão excretor da perda de peso", dizem os especilistas no artigo, ponderando que uma porcentagem menor de gordura é eliminada por outas formas como, por exemplo, ureia e suor. Ao divulgarem a explicação na publicação acadêmica "British Medical Journal", os dois cientistas especializados em processos biomoleculares e biotecnologia tornaram público o episódio com os 150 profissionais da saúde que os deixaram decepcionados. Eles justificaram o artigo alegando haver até mesmo entre profissionais "surpreendente ignorância e confusão sobre o processo metabólico da perda de peso". Segundo o artigo de Brown e Meerman, a gordura eliminada se converte, principalmente, em dióxido de carbono e em água. O CO2 é exalado pelas vias aéreas e a água passa pelo sistema circulatório até ser eliminada na forma de urina e suor. Mas, de acordo com os especialistas, quase tudo o que comemos "sai" pelos pulmões. Especialistas dizem que todos os carboidratos e quase toda a gordura que consumimos são convertidos em CO2 e H2O. O álcool também. O mesmo ocorre com as proteínas, ainda que algumas se transformem em ureia, que também é eliminada na forma de urina e suor. O único tipo de alimento que chega ao intestino intacto e é eliminado nas fezes é a fibra de alimentos como milho, trigo e outros tipos de grão. Expirar mais é um caminho para perder peso? Então, se a gordura é eliminada através dos pulmões, poderemos perder mais peso se conseguirmos elevar o ritmo da nossa respiração? Não, dizem os especialistas. Eles afirmam que hiperventilar pode causar tontura e até nos deixar inconscientes. A única maneira saudável de perder a gordura em excesso é, por um lado, reduzir as calorias que ingerimos e, por outro, aumentar consistentemente a quantidade de dióxido de carbono que expelimos, movimentando os músculos com mais atividade física. Infelizmente, não existe maneira fácil de perder peso. A fórmula antiga é ainda a mais eficiente: gastar mais calorias do que se consome.
Veja Mais

20/09 - Síndrome de Prader-Willi: diagnóstico precoce melhora a qualidade de vida
Síndrome é complexa e envolve hipotonia, que é a fraqueza muscular. Síndrome de Prader-Willi: diagnóstico precoce melhora a qualidade de vida A síndrome de Prader-Willi é uma doença genética rara. Quanto mais cedo ela for descoberta, melhor a qualidade de vida da criança. “É uma síndrome bem complexa, que envolve hipotonia, que é a fraqueza muscular. As crianças não têm saciedade. São crianças que têm uma fome intensa e isso acaba levando à obesidade. Também tem o atraso no desenvolvimento neuropsicomotor, alteração cognitiva e psicológica”, explica a endocrinologista pediátrica Ruth Rocha Franco. A Ana foi adotada aos 2 anos e meio de idade, mas foi só quando ela tinha cinco anos que a família chegou ao diagnóstico da síndrome. “Ela já tinha tido vários agravantes. Ela tava com sobrepeso. Só que a gente conseguiu reverter muitas coisas. Crianças que têm diagnóstico tardio não conseguem reverter muita coisa”, conta a irmã da Ana, Mariana Scheiner. Com a Valentina, filha da Liane Mofarrej, os primeiros sinais vieram na gestação. “Ela tava com baixo peso dentro da barriga. Precisamos fazer a cesárea de emergência e ela foi direto para a UTI. Quando nasceu não chorou, era um bebê molinho”, conta a mãe. O diagnóstico demorou dois anos. Veio no segundo teste genético. Mesmo sem saber o que a filha tinha, Liane começou o tratamento com fisioterapia e fonoaudiologia. Isso fez muita diferença. “Ela começou a andar com 1 ano e sete meses. Foi tendo mais autonomia, conquistas, mas tudo lentamente. Quando ela fez três anos deu um salto de independência, comer sozinha”. A endocrinologista lembra que a alimentação é fundamental, assim como atividade física. “A única medicação comprovada cientificamente que faz diferença é o hormônio de crescimento. Temos estudos que mostram que, quanto antes o bebê começar a usar, melhor. Melhora principalmente a parte cognitiva”. A Liane montou, com outras mães e pais, a Associação Brasileira de Prader-Willi, que produz materiais para divulgação da doença entre profissionais de saúde e cadastra pessoas com a síndrome. “A gente precisa que o diagnóstico precoce aconteça no Brasil. Quando isso não acontece, entrar com terapias e com cuidado desde cedo é fundamental”. A Mariana, irmã da Ana, se formou em biomedicina e desenvolve uma pesquisa para criar uma forma de diagnosticar a doença nos primeiros momentos da vida. O objetivo é provar que o teste é eficaz e viável para ser adotado pelo SUS quando um recém-nascido apresentar as características da síndrome. A importância do teste do pezinho
Veja Mais

20/09 - A importância do teste do pezinho
O teste avalia substâncias que podem estar em excesso ou faltando no organismo e que podem ser sinais de algumas doenças. Teste do pezinho: hoje é possível testar até 48 doenças, mas os custos são altos. Por isso o SUS não cobre todos. Augusto Carlos/TV Globo O teste do pezinho é um exame obrigatório que detecta doenças genéticas. No SUS, a triagem básica investiga seis doenças que se não forem tratadas podem levar a problemas de desenvolvimento e deficiência intelectual. São elas: Fenilcetonúria Hipotireoidismo congênito Anemia falciforme e outras hemoglobinopatias Fibrose cística Hiperplasia adrenal congênita Deficiência de biotinidase Teste do pezinho pode ajudar no diagnóstico precoce de várias doenças O teste avalia substâncias que podem estar em excesso ou faltando no organismo e que podem ser sinais de algumas doenças que geram problemas de desenvolvimento e deficiência intelectual. Ele não é um teste genético, mas pode detectar doenças que têm origem genética. Teste do Pezinho: uma declaração de amor ao seu filho Hoje é possível testar até 48 doenças, mas os custos são altos. Por isso o SUS não cobre todos. Quando ele deve ser feito? Logo após as primeiras 48 horas de vida do nascimento e até o 5º dia de vida. Ele é feito por meio de gotinhas de sangue colhidas no calcanhar do bebê. Não é a marca de pezinho feita como registro. Doença genética dificulta a metabolização da proteína Doenças genéticas e testes genéticos O que são as doenças genéticas? O Bem Estar conversou nesta quinta-feira (20) com a diretora do Centro de Pesquisa do Genoma Humano da USP Mayana Zatz e com a pediatra geneticista e consultora da Apae de São Paulo Flávia Piazzon sobre o assunto. As doenças genéticas têm origem em alteração no nosso DNA. Podem estar ligadas a alterações nos cromossomos, genes específicos, conjunto de genes ou à interação de genes e ambientes. Nem todas as doenças são herdadas dos pais. Os testes genéticos avaliam essas alterações. Eles são recomendados quando há sinais de que uma pessoa possa ter uma doença genética. Entretanto, alguns testes não fazem diferença e os resultados são mera curiosidade. Síndrome de Prader-Willi: diagnóstico precoce melhora a qualidade de vida
Veja Mais

20/09 - Quando falar com os pais sobre como administrar o dinheiro
Quase sempre se trata de uma questão sensível, por isso evite referências a qualquer tipo de declínio Mesmo que você sempre tenha considerado seus pais pessoas independentes, que souberam cuidar da vida profissional e da financeira, conversar sobre a administração do dinheiro é importante. Consultores financeiros recomendam a regra dos 40/70: se você está se aproximando ou já entrou na casa dos 40 e, seus pais, na dos 70, abordar o tema pode evitar que as coisas saiam do controle – por exemplo, quando os filhos descobrem que contas não foram pagas, há cheques devolvidos ou compras que fogem do padrão costumeiro. Quase sempre se trata de uma questão sensível, porque inverte os papéis familiares nos quais as relações familiares estão assentadas. Introduza o assunto com cuidado – pode até ser de um jeito casual, como se não fosse algo relevante – e nunca no meio de um monte de gente. Evite também referências a qualquer tipo de declínio físico ou mental. Falar sobre o orçamento dos pais: a mensagem a ser passada é a de que você e seus irmãos querem ajudar, e não controlar a vida deles https://commons.wikimedia.org/w/index.php?title=Special:Search&limit=500&offset=0&profile=default&search=old+couple&searchToken=1lvael85b4jeavmcoufdkoego#/media/File:You_wait_a_couple_of_years_(5720430118).jpg A velhice não é um período homogêneo e compreende diferentes estágios: até os 70 anos, os indivíduos atualmente são considerados idosos jovens. Muitos ainda trabalham e mantêm sua independência e autonomia. Talvez seja a ocasião mais propícia para começar essa conversa em pé de igualdade. Entre os 70 e 80, as doenças crônicas se manifestam com maior frequência e talvez surjam as primeiras limitações. Mesmo depois dos 80, se não há uma restrição severa de saúde, todos prefeririam morar em suas casas, sem mudanças significativas em sua rotina. No entanto, é nessa fase que os quadros de demência se tornam mais comuns – e se nada foi discutido antes, muitas das decisões a serem tomadas poderão ser o oposto do que seus pais desejariam para o fim de suas existências. A mensagem a ser passada é a de que você e seus irmãos querem ajudar, e não controlar a vida deles. É fundamental respeitar seus pontos de vista, de forma que não se sintam tutelados. O ideal é ter acesso a todas as informações sobre as finanças: contas em débito automático ou não, contas bancárias, cartões de crédito, empréstimos, investimentos, seguros, certidões (nascimento, casamento etc.). Isso inclui a lista de logins e senhas – ainda que você não fique com uma cópia da relação, peça que indiquem onde está guardada, para o caso de uma emergência. Se as partes concordaram, uma procuração por instrumento público vai autorizá-lo (a) a resolver questões financeiras. A consultora financeira Lisa Andreana, autora de “Financial care for your aging parent”, lembra que, muitas vezes, o processo é doloroso porque os filhos não querem admitir que seus pais estão se aproximando do fim da vida. Há também os que temem confrontos ou se sentem despreparados para tomar decisões, e aqueles que acham que, ao dar esse passo, terão que assumir a função de cuidadores em tempo integral. O papel não é fácil e provavelmente terá algum impacto no campo profissional e nos relacionamentos afetivos e familiares. Mas é quando você terá uma chance concreta de retribuir.
Veja Mais

19/09 - Argentina tem surto de infecções por bactéria e registra 9 mortes
Um outro caso suspeito está sendo investigado e pode ser confirmado em breve, diz governo do país. Ilustração em 3D mostra a bactéria Streptococcus pyogenes Jennifer Oosthuizen/CDC O governo da Argentina confirmou nesta terça-feira (18) três novas mortes devido a uma infecção bacteriana que já matou nove pessoas no país. Esse número pode aumentar, já que um outro caso suspeito ainda está sendo investigado. As autoridades confirmaram que as mortes foram causadas pela bactéria Streptococcus pyogenes. As vítimas são uma criança na província de Catamarca, um jovem de 15 anos em Río Negro e um homem de 77 anos em Mar del Plata. No domingo (16), foi confirmada a morte de uma criança de dois anos que frequentava uma creche em Olivos, nos arredores de Buenos Aires. Ela estava de férias com a família nos Estados Unidos, onde foi diagnosticada com angina. A imprensa local diz ser provável que essa morte também tenha ocorrido devido a uma infecção pela bactéria, o que ainda não foi confirmado oficialmente. O Ministério da Saúde da província de Buenos Aires afirma que o caso está sendo estudado. No último boletim de vigilância epidemiológica, a Secretaria de Saúde informou que de 19 de agosto a 14 de setembro foram identificados 16 casos de doença pela bactéria Streptococcus pyogenes. Sete infecções ocorreram na província de Buenos Aires, sendo que três ocorreram na capital. Outros três casos foram registrados em Catamarca. Também há surtos em Misiones (nordeste), Santa Fe (noroeste de Buenos Aires) e Río Negro (sul), com um caso em cada uma dessas províncias. A Streptococcus pyogenes, que afeta especialmente os mais jovens, gera sintomas como febre, dor de garganta, vômitos, intolerância a alimentos, dificuldade de respiração, anginas, faringite e ferimentos na pele. As autoridades argentinas já estudam os motivos da gravidade dos casos registrados nas últimas semanas e não descartam uma mutação que esteja causando o aumento da agressividade da bactéria.
Veja Mais

19/09 - Brasil tem 1,7 mil casos confirmados e 9 mortes devido ao sarampo, diz ministério
Dados foram atualizados pelas secretarias estaduais de saúde nesta quarta-feira (19). Outros 7.812 da doença ainda são investigados. Vacina contra o sarampo continua disponível na rede pública mesmo após o final da campanha Victor Lima/Seicom/Prefeitura Municipal de São Vicente O Ministério da Saúde divulgou nesta quarta-feira (19) os dados mais recentes sobre o sarampo no Brasil. Até a segunda-feira (17), o país teve 1.735 casos confirmados e nove mortes devido à doença. Outros 7.812 registros ainda são investigados pelos órgãos de saúde. Os estados do Amazonas e de Roraima são os únicos que apresentam surto. Eles são responsáveis por 1.358 (72%) e 310 (17%) dos 1,7 mil casos confirmados, respectivamente. Casos confirmados de sarampo até esta segunda-feira (17) Entre as nove mortes confirmadas, quatro ocorreram em Roraima (três estrangeiros e um brasileiro) e quatro no Amazonas (todos brasileiros, sendo dois de Manaus e dois de Autazes). Apenas uma morte foi registrada no Pará (indígena Venezuelano). A Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite e o Sarampo terminou na sexta-feira (14). Mais de 95% das crianças de a 1 a 5 anos foram imunizadas. Independente disso, as vacinas contra as duas doenças estarão disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS) durante o ano inteiro. Veja o que é #FATO e o que é #FAKE sobre imunização Vacina do SUS contra o sarampo pode ser aplicada em adultos e crianças; entenda Quem pode tomar a vacina? Pessoas de todas as idades, diz Isabela Ballalai, da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBim). O Ministério da Saúde, no entanto, disponibiliza duas doses para os indivíduos entre 12 meses e 29 anos. Na rede pública, também é possível a vacinação gratuita até os 49 anos (nesse caso, uma dose é administrada). "Os indivíduos acima de 50 anos provavelmente já pegaram a doença e já estariam imunizados pelas altas taxas de vacinação nos mais jovens. Mas nada impede que procurem a vacina individualmente", afirma Isabela. Quem não pode tomar a vacina? Gestantes, casos suspeitos de sarampo, crianças menores de seis meses de idade e pessoas imunocomprometidas (com doenças que abalam fortemente o sistema imune) . A vacina é segura? Sim, afirmam o Ministério da Saúde e a SBim (Sociedade Brasileira de Imunizações). Ela é feita de vírus atenuado (enfraquecido) e em décadas de imunização no mundo inteiro, apenas casos de alergia a produtos do leite contidos na vacina foram reportados. Hoje, no entanto, há vacinas sem traços de lactoalbumina (proteína do leite da vaca). Não lembro se tomei a vacina. Devo tomar? "No sinal de qualquer dúvida sobre se tomou a vacina ou não, ou se teve a doença no passado, vale tomar a vacina. Na pior das hipóteses, a pessoa vai se imunizar à toa", diz Isabela Ballalai. Entenda o que é sarampo, quais os sintomas, como é o tratamento e quem deve se vacinar Infografia: Karina Almeida/G1
Veja Mais

19/09 - ONU: Colômbia continua sendo o maior produtor de cocaína do mundo
Cultivo de ilícito folha de coca cresceu 17% em 2017. América do Norte possui o maior número de usuários. Polícia patrulha um campo de coca como parte de uma campanha de erradicação manual de cultivos ilícitos em San Miguel, na fronteira sul da Colômbia com o Equador. Fernando Vergara/AP A Colômbia continua sendo a maior produtora mundial de cocaína ao registrar um aumento histórico de plantações de coca e sua capacidade de produzir coca em 2016, informou a ONU nesta quarta-feira (19). Peru e Bolívia aparecem em seguida como maiores produtores. "No final de 2017, a Colômbia tinha 171.000 hectares de coca, 25.000 hectares a mais que a medida de 2016, o maior número desde que a ONU monitora as plantações", disse o representante do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) no país, Bo Mathiasen. O cultivo ilícito de folha de coca cresceu 17% para 171.000 hectares, enquanto o potencial de produção de cocaína aumentou 31% em relação a 2016, para 1.379 toneladas, um recorde desde que essas medições foram feitas em 2001, informou o UNODC em seu relatório anual divulgado em Bogotá. O estudo "mostra que os mercados de drogas estão se expandindo, com a produção de cocaína e ópio atingindo recordes absolutos, apresentando múltiplos desafios em múltiplas frentes", disse o diretor executivo do UNODC, Yury Fedotov. Segundo a análise, o aumento do cultivo de coca na Colômbia em 2016 acontece por uma série de razões relacionadas a dinâmica do mercado e as estratégias de traficantes. Entre outros fatores, também foi ligada a uma percepção de diminuição no risco de atividades ilícitas após a suspensão da pulverização aérea, as expectativas em algumas comunidades de receber compensação pela substituição do cultivo de coca, e uma redução nas intervenções alternativas de desenvolvimento, que passou por um período de transição de uma abordagem baseada na eliminação de culturas para uma abordagem baseada na promoção do Estado de direito. Consumo Em 2016, estima-se que o número global de usuários de cocaína tenham aumentado quase 7% em relação ao ano anterior, passando a 18,2 milhões (variação: 13,9 a 22,9 milhões), com aumentos relatados na maioria regiões. Mais da metade de todos os usuários de cocaína residem nas Américas, principalmente na América do Norte (34% do total global), e quase um quarto reside na Europa, principalmente na Europa Ocidental e Central (cerca de um quinto do total global). África e, para em menor medida, a Ásia e a Oceania podem contar como o quarto restante de todos os usuários de cocaína, mas há margens de erro significativas para essas estimativas devido à falta de dados em muitos países na África e na Ásia.
Veja Mais

19/09 - A razão pela qual amamos abelhas e odiamos marimbondos
Pesquisa indica que pessoas não gostam dos marimbondos porque desconhecem que eles são responsáveis pelo transporte do grão de pólen das flores e por matar pragas e, por isso, são tão importante quanto as abelhas para o meio ambiente. Além de serem mais queridas, as abelhas também têm recebido mais atenção de pesquisadores que os marimbondos Ina Fassbender/dpa via AP Um novo estudo revela que os marimbondos são odiados e as abelhas, amadas. Pesquisadores, no entanto, dizem que a má fama dos marimbondos é injusta, porque eles são tão importantes para o meio ambiente quanto as abelhas. Os responsáveis pelo estudo sugerem que se faça uma campanha de marketing para mudar a imagem dos marimbondos junto à população - a má reputação, segundo os pesquisadores, está relacionada ao pouco conhecimento do papel desses insetos na natureza. Também dizem que gostariam de ver os mesmos esforços feitos em relação às abelhas para preservá-los. Foi feita uma pesquisa com 750 pessoas de 46 países na qual foi detectado que os marimbondos, famosos por suas picadas dolorosas, estão entre os insetos mais odiados. Os que participaram da pesquisa tiveram que listar insetos numa escala de preferência que variava de -5 a 5, ou seja, dos que provocavam reações negativas aos que atraíam sentimentos positivos. A maioria dos participantes classificou as abelhas com nota 3 ou acima de 3. O oposto aconteceu com os marimbondos, que receberam notas negativas, -3 ou inferior. Quando perguntadas sobre quais palavras podiam associar com as abelhas, as respostas mais frequentes foram "mel", "flor" e "polinização". No caso dos marimbondos foi "ferrão", "irritante" e "perigoso". Mas marimbondos também são responsáveis pelo transporte do grão de pólen das flores e por matar pragas. Uma das responsáveis pelo estudo, Seirian Summer, da universidade britânica UCL (University City of London), brinca que os marimbondos sofrem com a falta de "um bom relações públicas ou de um assessor de imprensa". Isso porque, segundo ela, a maioria das pessoas não sabe de todas as coisas boas que os marimbondos fazem. Por isso eles são considerados um incômodo, e não um importante ativo ecológico. "As pessoas não percebem o quão incrivelmente valiosos eles são", disse a pesquisadora à BBC News. "Embora você possa pensar que eles estão apenas tentando estragar sua cerveja ou seu sanduíche com geléia, eles estão, de fato, muito mais interessados em encontrar insetos para levar de volta ao seu ninho para alimentar as lavas." Marimbondo amarelo foi fotografado por empilhamento de foco, combinado 74 exposições Jefferson Allan/VC no TG Summer descobriu, também, que praticamente não há pesquisa sobre os impactos positivos dos marimbondos no meio ambiente. Além de não serem queridos, esses insetos são também preteridos por pesquisadores. Ao analisar estudos já publicados ou divulgados sobre marimbondos e abelhas, ela identificou que 97,6% de um total de 908 pesquisas, todas produzidas depois de 1980, trataram de abelhas. O levantamento incluiu ainda 2.543 resumos encaminhados a congressos científicos nos últimos 20 anos e, nesses casos, 81,3% diziam respeito a abelhas. A carência de estudos, na avaliação de cientistas, tem atrasado os esforços para desenvolver estratégias de conservação de marimbondos, cujos números estão diminuindo devido à perda de habitat e mudanças climáticas, de acordo com Alessandro Cini, da Universidade de Florença, que colaborou com o estudo.
Veja Mais

19/09 - Forma de andar mostra os vícios de postura
Como identificar o tipo de dor no quadril? A importância de preparar os músculos com exercícios de fortalecimento Como você anda mostra os vícios de postura que você tem. Você sabe o que causa o desvio de quadril? O quadril liga os membros inferiores ao tronco. Movimentos como sentar, levantar, andar, correr, subir e descer escadas acontecem em grande parte na articulação do quadril. E como identificar o tipo de dor no quadril? Existem dois motivos para termos dores na região do quadril: Alteração de dentro da articulação, que pode ser de nascença. Dependendo do diagnóstico, o tratamento pode ser com reabilitação, artroscopia ou até com a substituição do osso por uma prótese. O envelhecimento também pode causar desgaste; Alterações fora da articulação, nas estruturas que dão estabilidade e mobilidade, como os músculos, bolsas e ligamentos. Os tratamentos incluem uso de corticoides (caso ocorra fora da articulação), ácido hialurônico e procedimento cirúrgico (dentro da articulação), além de reabilitação, fisioterapia. O que é síndrome do piriforme? É muito importante manter a articulação do quadril saudável. Augusto Carlos/TV Globo Algumas das alterações: tendinite (inflamação no tendão), bursite (inflamação da bolsa que fica envolta do quadril), síndrome do piriforme (músculo que passa embaixo do nervo ciático. Quando inflamado irradia a dor porque comprime o ciático), dor na fáscia (pode apresentar inflamação). É muito importante manter a articulação do quadril saudável. Como? Com musculação com carga moderada, condicionamento físico e alongamento. Observar o jeito de caminhar pode ajudar na identificação de disfunções do quadril Jeito de andar e disfunções “O quadril é fundamental na marcha. Toda vez que a gente tá desenvolvendo o movimento da marcha, a gente observa as preferências do quadril”, explica a fisioterapeuta Camila Pagliuca. Isso pode ser notado pelo jeito de movimentar o quadril, de levantar os pés ou até na forma de pisar. “A gente tem que pensar que o pé é uma forma de impulsão. Na hora que você apoia o pé no chão, existe uma força de reação do solo, uma força que vem do chão para cima”. Com o tempo, esse impacto inadequado pode causar um desgaste no quadril. Bem Estar - Edição de quarta-feira, 19/09/2018
Veja Mais

19/09 - Insetos podem espalhar microplásticos pela cadeia alimentar
Estudo aponta que partículas de plástico ingeridas por mosquitos durante a fase larval permanecem em seus organismos até a vida adulta e podem contaminar predadores, como pássaros e morcegos. Pesquisadores analisaram espécie de mosquito Culex pipiens Wikimedia Commons A partir de águas poluídas, microplásticos podem ser transportados por insetos voadores, ameaçando outros integrantes da cadeia alimentar, afirma um estudo divulgado por cientistas britânicos nesta quarta-feira (19). De acordo com os pesquisadores, através de mosquitos, microplásticos podem acabar no organismo de seus predadores, como pássaros, morcegos e aranhas. O estudo, publicado na revista especializada Biology Letters, mostra que micropartículas de plástico que os insetos ingerem na água, quando ainda são larvas, podem ser encontrados em seus organismos adultos. O grupo de pesquisadores liderado por Amanda Callaghan, professora de zoologia na Universidade de Reading, analisou mosquitos da espécie Culex pipiens e verificou que microplásticos permanecem em seus organismos ao longo de diferentes estágios da vida. Após os mosquitos ingerirem água contendo 80 mil partículas de plástico por mililitro durante seu terceiro estágio larval, os cientistas encontraram, em média, 3.000 partículas em cada mosquito no quarto estágio larval. Ao chegarem à fase adulta, cada um deles ainda continha cerca de 40 partículas de plástico em seu organismo. Com microscópios, os pesquisadores conseguiram localizar onde exatamente no organismo os microplásticos permanecem ao longo da vida: nos túbulos de Malpighi, os órgãos excretores dos insetos, comparáveis aos rins humanos. Os cientistas britânicos acreditam que a espécie Culex pipiens não seja a única de insetos a transportar microplásticos. "Embora mosquitos tenham sido usados como organismo modelo, é provável que qualquer inseto de água doce capaz de ingerir microplásticos os leve consigo até um estágio terrestre adulto", diz o estudo. Microplásticos são partículas de plástico com até cinco milímetros de diâmetro, liberadas quando resíduos plásticos são decompostos gradualmente. Essas micropartículas são encontradas não apenas na água, mas também em peixes e mariscos, ou seja, na cadeia alimentar humana. Análises já apontaram a presença de microplásticos até mesmo em água engarrafada.
Veja Mais

19/09 - Como exploração sem limites de areia põe em risco grão que 'transformou a civilização'
A areia é um recurso menos abundante do que parece - e chega a ser importado até por países no meio do deserto. Foi assim com os Emirados Árabes Unidos, na construção do prédio mais alto do mundo, o Burj Khalifa, em Dubai. Centenas de toneladas de areia foram usadas para construir o prédio mais alto do mundo em Dubai Statish Kumar/Reuters Os visitantes do Burj Khalifa, em Dubai, atualmente o prédio mais alto do mundo, com 828 metros de altura, geralmente são apresentados a uma série de estatísticas sobre sua construção. Uma delas é que o arranha-céu consumiu 330 mil metros cúbicos de concreto, mistura que é feita principalmente de areia. Estar cercado por um deserto deve ter sido uma bênção para o ponto turístico mais famoso dos Emirados Árabes Unidos, certo? Errado. De acordo com o Observatório da Complexidade Econômica, um banco de dados de comércio internacional compilado pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), os Emirados Árabes Unidos são importadores líquidos da substância granular. Sim, um país no deserto que precisa importar areia. Isso ocorre porque o material tão abundante nos Emirados Árabes Unidos não é o tipo mais apropriado para ser usado na construção civil. A areia utilizada no Burj Khalifa foi importada da Austrália. O tipo de grão encontrado nos desertos não tem a composição certa para se misturar com água e cimento e se tornar concreto - uma fórmula na qual areia e cascalho são os componentes mais abundantes. Pode parecer estranho, dadas as vastas extensões de deserto do mundo, mas alguns especialistas têm alertado para uma possível crise no abastecimento global de areia. Uso x taxa de renovação A areia é uma matéria-prima usada para fazer mais do que concreto. É a partir do aquecimento de seus grãos que também é produzido o vidro, por exemplo. As estações de tratamento de água, por sua vez, ainda a usam como filtro. "Areias de vários tipos são ingredientes essenciais na fabricação de detergentes, cosméticos, pasta de dente, painéis solares e chips de silício. Nossa civilização é construída literalmente na areia", diz o jornalista Vince Beiser, autor de um livro lançado recentemente sobre o tema, O Mundo em um Grão: A História da Areia e Como ela Transformou a Civilização. Beiser tem feito reportagens sobre areia há anos e sua produção inclui artigos sobre o mercado negro do produto. De acordo com sua pesquisa, há países como o Marrocos, onde a areia extraída ilegalmente representa uma parte substancial de seu consumo. "Em um número chocante de países, pessoas estão sendo presas, torturadas e assassinadas por causa da areia. Ainda assim, a quantidade de areia sendo extraída em todo o mundo está aumentando - a custos terríveis para as pessoas e para o planeta". O consumo é impulsionado pela crescente urbanização - de acordo com as Nações Unidas, a porcentagem da população global que vive em áreas urbanas aumentará de 54% para 66% até 2050. Desde 1950, a população urbana global aumentou de 746 milhões para 3,9 bilhões. Há temores de que a demanda pelos grãos proverbiais tenha atingido um ponto insustentável. Em um relatório contundente divulgado em 2014, o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) estimou que o consumo global de areia e cascalho estava "conservadoramente em mais de 40 bilhões de toneladas por ano" e alertou para questões de sustentabilidade. "Areia e cascalho representam o maior volume de matéria-prima usada na terra depois da água. Seu uso excede em muito as taxas de renovação natural", disse o relatório. "Essa grande quantidade de material não pode ser extraída e usada sem um impacto significativo na biodiversidade, na turbidez da água (uma das medidasde qualidade) e nos níveis. Há também consequências socioeconômicas, culturais e até políticas". A Índia, por exemplo, tem visto a proliferação de gangues dedicadas a montar operações ilegais de mineração e silenciar dissidentes com violência. As autoridades indianas enfrentam acusações de fechar os olhos para a exploração de trabalhadores dedicados à extração de areia. Negócios bilionários As atividades ilegais são estimuladas por um simples fato: a areia é um bom negócio. O mercado global de areia vale US$ 70 bilhões (cerca de R$ 290 bilhões), segundo especialistas em comércio da ONU. Seu preço médio no mercado internacional cresceu quase seis vezes nos últimos 25 anos. "A ideia de areia espalhada por praias ou intermináveis ​​desertos dificulta pensar na escassez, sem falar nos efeitos ambientais e humanos de sua extração. Especialmente quando os custos de extração são baixos e o acesso é quase ilimitado", explica Aurora Torres, ecologista do Centro Alemão de Pesquisa Integrativa sobre Biodiversidade. Grandes consumidores como Cingapura e China não conseguem o suficiente de seus mercados domésticos. Cingapura é o maior importador do mundo, graças a um programa de quatro décadas de expansão territorial no qual a ilha recuperou terras do mar - uma área total de 130 quilômetros quadrados. O projeto continuou, apesar da decisão de vários países vizinhos de suspender as exportações de areia para a ilha, por razões que variavam de preocupações ambientais a considerações políticas sobre rotas marítimas e fronteiras territoriais. A China usou mais concreto (e mais areia) durante seu boom de construção entre 2011 e 2013 do que todo o consumo dos Estados Unidos durante o século 20, de acordo com dados da International Cement Review e do US Geological Survey. No entanto, a segunda maior economia do mundo usa areia para algo além do que erguer espigões ou abrir novas rodovias. O país recuperou terras do Mar do Sul da China, mais especificamente nas Ilhas Spratly, um arquipélago cuja soberania é reivindicada por vários países, mas que foi gradualmente tomada elos chineses. "Isso significa que os países podem literalmente mudar suas fronteiras. A China construiu a maior frota de dragagem do mundo e, desta forma, pode transportar mais areia do fundo do oceano para construir mais terras artificiais do que qualquer outra nação na Terra", acrescenta Beiser. Mas a extração de areia pode ter um efeito dramático. Autoridades na Indonésia relataram o desaparecimento de ilhas inteiras por causa da mineração intensiva de areia, que levou à erosão. A mineração excessiva também torna as áreas costeiras e fluviais mais propensas a inundações - algo preocupante quando consideramos que o nível do mar está subindo. Em um artigo publicado no ano passado na revista Science, Aurora Torres e colegas também relataram que há evidências de que a mineração de areia no Sri Lanka exacerbou o terrível impacto do tsunami que atingiu o país 2004 e matou mmais de 30 mil pessoas. Tabela mostra maiores importadores e exportadores de areia do mundo BBC Em uma ironia cruel, o desastre aumentou a demanda do país por areia como parte dos esforços de restauração da área costeira. Custo ambiental "A erosão e a degradação causadas pela extração de areia também são uma ameaça à água e à segurança alimentar. Pode prejudicar os estoques de peixes e outras fontes de alimentos cultivados", acrescenta Torres. Sua "evidência número 1" é o Delta do Mekong, no Vietnã, que é a região produtora de alimentos mais importante do sudeste asiático. "A mineração excessiva é responsável pela maior penetração de água salgada durante a estação seca. Isso prejudica o abastecimento doméstico de água e aumenta a salinização das terras cultivadas, o que afeta diretamente a produtividade." Outros estudos mostraram que os locais de mineração podem contribuir para a propagação de doenças: no Irã, piscinões de água limpa e calma, gerados pela extração de areia de rios, provaram ser locais de reprodução de mosquitos transmissores da malária. Há também danos à biodiversidade, graças a mudanças no habitat de espécies animais e vegetais. No Brasil, a mineração de areia invade áreas protegidas de floresta tropical perto do Rio de Janeiro e também é acusada de causar degradação de áreas da Amazônia. Nos Estados Unidos, a mineração provocou a erosão de áreas costeiras na Califórnia, o Estado americano mais associado ao surfe. Os cientistas especularam que a erosão e o levante dos mares poderiam fazer 70% das praias do Estado desaparecer completamente até 2100. Além disso, as inundações que causaram estragos em Houston, quando o furacão Harvey atingiu o continente, em agosto de 2017, foram agravadas pela mineração de areia no rio San Jacinto. Em Portugal, o colapso de uma ponte sobre o rio D'Ouro em 2001, onde mais de 59 pessoas morreram, teve a mineração de areia como uma das causas. "Eu não acho que alguém está em posição de dizer quando poderíamos ficar sem areia, mas isso não significa que deveríamos pensar que este é um recurso infinito. Precisamos estudar mais e mais o impacto da extração para obter mais respostas ", diz Torres. "Mas nós temos evidências suficientes de que algo precisa ser feito para preservar o meio ambiente."
Veja Mais

19/09 - É melhor dormir com ou sem meias?
A resposta está relacionada à vasodilatação, processo fundamental para sinalizar ao corpo que é hora de se recolher. Homem dorme de meias Pixabay/Menenio Dormir com ou sem meias? Pode parecer surpreendente, mas essa pergunta aparentemente trivial também já foi feita entre cientistas, no esforço para mapear os fatores que melhoram ou diminuem a qualidade do sono. Vasos dilatados 'enviam mensagem' ao corpo O neurofisiologista Francisco Puertas explica à BBC que, para dormir, a temperatura central do nosso corpo deve diminuir entre 0,5ºC e 0,8ºC, para sinalizar que é hora de se recolher. "Para isso, precisamos dilatar os vasos sanguíneos das mãos e pés, para aumentar a circulação nessas regiões e nos permitir perder um pouco de calor", diz Puertas, também membro da Sociedade Espanhola do Sono e especialista na Unidade de Sono do Hospital Universitário de Liège, na Bélgica. A Fundação Nacional do Sono dos Estados Unidos (NSF, na sigla em inglês) diz em seu site que o processo de vasodilatação nas mãos e nos pés faz o calor se redistribuir por todo o corpo, preparando-o para o sono. "Algumas pesquisas têm mostrado que, quanto mais há vasodilatação nas mãos e nos pés, menos tempo se leva para adormecer", diz o texto da fundação. Vai uma meia aí? A NSF diz que "aquecer os pés dilata os vasos sanguíneos dos membros, o que pode indicar ao cérebro que está na hora de dormir". Então, "colocar meias pode ser uma boa ideia se você tiver problemas para dormir", acrescenta. De fato, de acordo com um artigo publicado em abril no Journal of Physiological Anthropology, o uso de meias teve "efeitos positivos na qualidade do sono" em seis jovens que participaram de um estudo sobre o assunto. "Diminuiu o tempo que os participantes demoraram para adormecer, alargou-se o tempo de sono e diminuíram as vezes em que eles despertavam durante a noite", dizem os pesquisadores, da Universidade Nacional de Seul, na Coreia do Sul. Outra análise, em que participaram oito jovens, oito idosas e outros oito pessoas com problemas no sono, obteve resultados semelhantes em 2006. "Em adultos, o início do sono foi acelerado com (o uso de) meias quentes ou neutras", concluiu a pesquisa do Instituto de Neurociência da Holanda e da Universidade Vrije de Amesterdã, apontando que o método funcionou com pacientes que apresentavam insônia. Mas as meias não necessariamente ajudam todos a dormir. Conforto térmico Dormir com meias ou sem elas depende, na verdade, da "capacidade de cada pessoa de regular sua temperatura (do corpo) e de sua sensibilidade ao frio", explica Puertas. "Não há estudos publicados (sobre isso), mas a sensibilidade ao frio é geralmente maior em mulheres", diz ela. "Se estamos com frio, ocorre uma vasoconstrição (o processo oposto ao necessário para dormir)", diz Puertas. "Então, em geral, as mulheres usam mais meias para dormir do que os homens", diz Puertas. No entanto, algumas pessoas acreditam que usar meias não é natural - dando a sensação que os pés não "respiram", com aponta o site do The Sleep Advisor, que oferece conselhos de especialistas sobre o sono. "Essas pessoas são geralmente as mais calorentas, não precisando (das meias)", diz Puertas. A conclusão do neurofisiologista é que, assim como não há uma temperatura que contemple a todos no escritório, a temperatura ideal para dormir também varia de pessoa para pessoa.
Veja Mais

18/09 - Mortes por overdose de opioides no Canadá chegam a 8 mil desde 2016
A prescrição excessiva e as vendas ilícitas de analgésicos têm sido amplamente responsabilizadas pela crise de opioides que atinge a América do Norte. Foto mostra um arranjo de pílulas do opióide oxicodona-acetaminofeno Patrick Sison/ AP/Arquivo Mais de mil canadenses morreram aparentemente de overdose de opioides nos primeiros três meses deste ano, elevando para 8.000 o número de vítimas desde o início dessa crise, em 2016, informou a agência de saúde pública do país nesta terça-feira (18). "Os últimos dados sugerem que a crise não está diminuindo", disse a agência em um comunicado. "Queremos enfatizar que a atual crise não discrimina", afirmou. "Ela afeta pessoas de todas as classes sociais, faixas etárias e origens socioeconômicas. No entanto, é claro que certas populações e regiões são mais afetadas do que outras". Historicamente, as mortes por overdose - principalmente do potente analgésico fentanil - concentravam-se entre os viciados em drogas. Mas a crise agora está atingindo também pessoas que se tornaram dependentes de analgésicos prescritos antes de começarem a usar drogas ilícitas. As províncias de Colúmbia Britânica e Alberta continuam sendo as mais atingidas, disse a agência. A prescrição excessiva e as vendas ilícitas de analgésicos têm sido amplamente responsabilizadas pela crise de opioides que atinge a América do Norte. No entanto, a Colúmbia Britânica alega que empresas farmacêuticas como a Purdue, fabricante do OxyContin, "enganaram prescritores e pacientes sobre os riscos e benefícios dos opioides", o que resultou em uma "epidemia de dependência". amc/jh/db
Veja Mais

18/09 - 'Passei dez anos escondendo que sofro de psicose'
Luke Watkins teve a primeira crise aos 12 anos. A estratégia que escolheu foi a do silêncio. Os pais achavam que ele era uma criança quieta, mas a psicose foi piorando ao longo dos anos. Luke Watkin hoje tem 26 anos Arquivo Pessoal Luke Watkin estava na escola, sozinho no corredor, quando ouviu um barulho estranho pela primeira vez. "Ouvi um barulho que pareceu o freio de um trem, seguido por um ruído de metal. Era algo completamente fora do comum. Foi um choque, algo que eu não pude entender e processar", diz. "Essa experiência foi aterrorizante." Aquele foi o primeiro contato de Luke com um problema chamado psicose. Ele tinha 12 anos. Luke conta que, de ouvir barulhos, passou a escutar palavras, o seu nome e, eventualmente, frases inteiras. "Como se alguém estivesse tentando falar comigo." Os principais sintomas de psicose são alucinações e delírios. O problema pode ser causado por uma doença mental específica, como esquizofrenia, distúrbio bipolar e depressão severa. A psicose também pode ser desencadeada por uma experiência traumática, estresse, drogas, álcool, ser efeito colateral de uma medicação ou sintoma de um tumor cerebral. A importância de um diagnóstico precoce Embora não seja tão comum como depressão, afetando menos de uma pessoa a cada 100, os especialistas dizem que é importante reconhecer os sintomas da psicose cedo, para que o tratamento seja mais eficaz. Pessoas com psicose têm mais risco de ferir a si mesmas ou cometer suicídio. A ONG Rethink Mental Ilness (Repensando a Doença Mental, em português) fez um levantamento com 4 mil pessoas e descobriu que mais da metade acreditava que não seria capaz de reconhecer os primeiros sintomas desse problema. A preocupação é que a falta de informações generalizada faça com que jovens não procurem ajuda cedo – os primeiros episódios de psicose costumam ocorrer entre as idades de 18 e 24 anos. Sintomas da psicose Luke tentou conversar com um professor na época da primeira crise. "Fizeram eu sentir que se tratava de algo sobre o qual eu não deveria falar." Então, ele decidiu "ser forte, ignorar o que estava acontecendo e seguir em frente". Luke não falou mais sobre o caso até abandonar a universidade, no terceiro ano. Ele diz que era difícil para a sua família identificar o que estava realmente acontecendo. "Eles achavam que eu estava muito quieto, porque era a forma que eu encontrei para lidar (com o problema). Eu me escondia no meu quarto, ou focava em alguma outra coisa e tentava ficar longe das pessoas. Meus pais acharam que eu era assim, uma criança quieta." Mas, na universidade, ele passou a não conseguir esconder a psicose em meio à vida universitária. Luke trancou os estudos e, pouco depois, perdeu contato com a família, que não foi informada de que ele havia deixado a faculdade. "Quando chegou ao pior estágio da minha doença mental eu desapareci", conta. "Depois de sumir, ficou claro para a minha família que algo estava errado. Eles, então, perceberam que eu não estava frequentando a universidade. Esse foi o primeiro passo para que procurasse ajuda. Eles me questionaram e foram muito compreensivos e carinhosos." O tratamento É recomendável que qualquer pessoa que esteja vivenciando sintomas de psicose procure um médico imediatamente. O tratamento envolve uma combinação de medicamentos para controlar a doença, terapias psicológicas e apoio familiar. "Hoje em dia, se eu estou tendo um dia ruim não consigo evitar contar isso para todo mundo. É uma mentalidade completamente diferente da que eu tinha antes, quando eu tinha medo de falar sobre o assunto." Agora, Luke tem 26 anos e está ajudando no apoio a jovens que passam pelo mesmo problema. Ele afirma ver uma mudança na forma como as pessoas encaram a psicose. "Eu acho que a cada dia as pessoas sentem menos a necessidade de esconder a psicose. É muito mais fácil falar sobre o assunto do que tratá-lo como um tabu. (A psicose) é algo que simplesmente acontece com as pessoas."
Veja Mais

18/09 - Qual é o tamanho atual do buraco na camada de ozônio?
Nas últimas décadas, o tema perdeu protagonismo para outras questões ambientais, como o aquecimento global. O que não quer dizer que sua importância tenha diminuído. Camada de ozônio sobre o Polo Sul no dia 12 de setembro: em roxo e azul estão as áreas que têm menos ozônio, enquanto em amarelo e vermelho, as que têm mais NASA Apesar da pouca atenção que tem recebido recentemente, o buraco na camada de ozônio ainda existe, embora a comunidade científica esteja otimista sobre a redução do seu tamanho. O ozônio é um gás incolor que forma uma fina camada na atmosfera e absorve os componentes nocivos da luz solar, conhecidos como raios "ultravioleta B" ou "UV-B", protegendo os seres humanos dos riscos de desenvolver câncer de pele ou catarata, entre outras doenças. Mas nos últimos cem anos, a atividade do homem fez com que a camada de ozônio começasse a deteriorar. É por isso que, em 1985, a descoberta de um buraco em cima no Polo Sul acendeu um alerta global. E o buraco na camada de ozônio passou a ser o maior ícone da luta pela preservação ambiental da época. Dois anos depois, foi firmado o Protocolo de Montreal, em que os países signatários se comprometeram a reduzir a produção e comercialização de substâncias consideradas responsáveis pelo dano. Com isso, a camada de ozônio começou a se recuperar. E, nas décadas seguintes, o tema perdeu protagonismo para outras questões ambientais, como o aquecimento global. O que não quer dizer que sua importância tenha diminuído. Afinal, qual o estado atual da camada de ozônio? Paciente em recuperação O Protocolo de Montreal proibiu o uso de certas substâncias para proteger a camada de ozônio, vital para conter a radiação ultravioleta Nasa De acordo com a última avaliação da Nasa, agência espacial americana, realizada em setembro de 2018, o tamanho do buraco na camada de ozônio é de 23 milhões de km², quase a mesma superfície da América do Norte (24,7 milhões de km²). Mas, apesar dessa lacuna, a quantidade de moléculas de ozônio na atmosfera ao redor do planeta é "bastante constante, com uma redução de cerca de 2% nos últimos anos", diz Stephen Motzka, pesquisador químico da Administração Oceânica e Atmosférica dos EUA (NOAA, na sigla em inglês). "Embora não haja nenhum indício de uma recuperação completa da camada de ozônio, há certamente uma melhoria na diminuição da concentração dos gases que causam a destruição do ozônio", diz Motzka à BBC. Em 2017, a Nasa informou que o buraco atingiu o menor tamanho registrado desde 1988. Mas a melhora "excepcional", segundo os cientistas, estaria relacionada a condições climáticas, e não às ações de conservação. Os especialistas esperam que o buraco seja reduzido para os níveis de 1980 até o ano de 2070. Por que o buraco está sobre a Antártida? Em 1986, a pesquisadora americana Susan Solomon mostrou que o ozônio estava sendo destruído pela presença de moléculas que contêm cloro e bromo provenientes dos clorofluorcarbonetos (CFCs). Esses gases eram encontrados em quase tudo - de sprays para cabelo e desodorantes a geladeiras e aparelhos de ar-condicionado – e foram proibidos em 2006. Quando tentamos localizar no planeta onde está o dano à camada de ozônio, olhamos para a Antártida. "Quando falamos sobre o buraco na camada de ozônio, nos referimos à Antártida porque é onde a redução do ozônio é mais flagrante e maior durante uma época específica do ano, quando é a primavera (setembro-novembro)", explica Motzka. O frio extremo da região e a grande quantidade de luz ajudam a produzir as chamadas nuvens estratosféricas polares. Nestas nuvens frias, é produzida a reação química de cloro e bromo que destrói o ozônio. Quais são os países mais afetados pelo buraco? Com a destruição da camada de ozônio, os perigosos raios ultravioletas do Sol encontram o caminho livre para atingir a superfície da Terra. É por isso que alguns países da América Latina são mais afetados que outros pelo aumento dos níveis de radiação. "Países com altas latitudes no hemisfério sul podem ter uma exposição maior e ser mais afetados pelos danos da camada de ozônio sobre a Antártida", diz Motzka. Aqueles que estão mais próximos do buraco, como Argentina e Chile, são os mais vulneráveis, segundo o especialista. Substâncias perigosas Em maio deste ano, um estudo conduzido por Motzka mostrou que, em algum lugar da Ásia, estão sendo geradas emissões de produtos químicos proibidos nocivos à camada de ozônio. As substâncias a que ele se refere são os mesmos clorofluorocarbonetos (CFC-11), uma combinação de flúor, carbono e cloro. Poucos meses depois, a Agência de Pesquisa Ambiental (EIA), com sede no Reino Unido, afirmou que esses gases poderiam ser provenientes de espumas de isolamento térmico de poliuretano, produzidas na China para uso doméstico a um preço reduzido. Mas o caso ainda está sendo investigado. Agora, ficará nas mãos dos países signatários do Protocolo de Montreal tomar medidas para contornar o problema na próxima reunião, que será em novembro deste ano no Equador. "Para que a camada de ozônio se recupere, precisamos que os controles do Protocolo de Montreal sejam cumpridos", disse Motzka à BBC Mundo, serviço em espanhol da BBC. Mas o especialista não perde a esperança. "Ainda sou otimista sobre a recuperação da camada de ozônio no futuro", diz ele.
Veja Mais

18/09 - A confeiteira que sofre de anorexia e não consegue provar seus próprios bolos
Britânica de 26 anos que quer lançar livro de receitas diz que cozinhar é uma maneira de encontrar prazer com os alimentos. "Adoro fazer bolo, eu adoro alimentar as pessoas', diz Alessandra Botham BBC Alessandra Botham, de 26 anos, parece confortável em falar sobre a anorexia que escondeu por muitos anos, inclusive de seus médicos. (Assista ao vídeo) Ela é uma confeiteira que, apesar de amar fazer bolos, nunca os experimenta. "Acho que a vontade de cozinhar vem de querer alimentar a mim mesma e não conseguir, então a única maneira de eu ter prazer com isso é alimentar os outros", afirma. A chef, que costuma publicar fotos das suas criações nas redes sociais, pretende um dia lançar seu próprio livro de receitas. Chef costuma publicar fotos de suas criações nas redes sociais BBC
Veja Mais

18/09 - Milionário japonês vai levar artistas para a lua
A viagem do empresário Yusaku Maezawa à Lua foi anunciada na segunda (17) pela SpaceX, empresa privada de exploração espacial americana responsável pela viagem. Yusaku Maezawa, empresário japonês que será o primeiro turista espacial Reprodução/SpaceX O milionário japonês Yusaku Maezawa será o primeiro passageiro da nave turística Space X, que partirá com destinação à lua em 2023. Mas ele não irá desacompanhado e seu “passeio” interestelar terá um objetivo mais grandioso que o de uma simples visita contemplativa. A ideia é que cerca de oito artistas possam acompanhá-lo, sob uma condição – usar a inspiração provocada pelo espaço e seu talento para produzir obras que ficarão para a posteridade.   SpaceX anuncia data da primeira missão tripulada para a ISS em 2019 Duas empresas lideram corrida e turismo espacial pode estar cada vez mais próximo “Se Pablo Picasso tivesse visto a lua de perto, que tipo de pinturas teria feito? Se John Lennon tivesse prestado atenção nas curvas da Terra, que tipo de músicas teria composto? Se eles tivessem ido ao espaço, como seria o mundo hoje?”, se interroga Maezawa no site do projeto “Dear Moon” (“Querida lua”, em inglês). Entre os felizardos, a previsão é de que haja pelo menos um pintor, um músico, um diretor, um estilista, um dançarino, um escritor, um escultor, um fotógrafo e um arquiteto. Essa não é a primeira vez que o milionário, pouco conhecido no Japão, se interessa por obras de arte – ele já tinha recebido certa notoriedade ao pagar 110 milhões por uma obra do pintor nova-iorquino Jean-Michel Basquiat. Maezawa também tem, em sua “humilde” coleção, peças de Picasso, Andy Warhol ou Roy Lichtenstein. “Obras produzidas pelos artistas serão legado para a humanidade” “Todos temos sonhos que nunca foram sonhados, canções que nunca foram cantadas, pinturas que nunca foram vistas antes. Espero que esse projeto inspire o sonhador dentro de cada um de nós. Hoje, com os maiores artistas na Terra, estou me preparando para ir à Lua… só um pouquinho antes do resto das pessoas”, diz Maezawa.  O preço pago por Yusaku Mezawa não foi divulgado, mas sua fortuna é equivalente a do presidente norte-americano Donald Trump – com quem, excetuando os inúmeros zeros na conta bancária, o empresário japonês não tem nenhum ponto em comum. O “mecenas espacial” construiu seu império após uma visita aos Estados Unidos quando tinha 18 anos, que o deixou fascinado pela música e pela moda da Califórnia. De volta à Tokyo, ele criou a marca Zozotown e se estabeleceu como gigante de vendas no setor da moda online. Se a previsão estiver certa, a nave – reutilizável – que transportará Maezawa e os artistas fará uma volta em torno da lua e retornará para a Terra. Eles passarão, no total, uma semana no espaço. “O que eles sentirão, o que criarão?”, pergunta o narrador do vídeo de introdução ao projeto Dear Moon. “Suas obras serão certamente um legado para a humanidade”, conclui. Empresário japonês será primeiro turista a dar a volta na Lua em 2024 *Com informações do correspondente da RFI em Tóquio, Frédéric Charles
Veja Mais

18/09 - Varizes e AVC: tem relação?
Especialistas tiram dúvidas no Bem Estar. Bem Estar - Edição de Terça-feira, 18/09/2018 O Bem Estar desta terça-feira (18) falou sobre varizes e AVC – existe relação? Convidamos o consultor e cardiologista Roberto Kalil e o cirurgião vascular Sérgio Belczak para falar sobre o assunto ao vivo. As varizes são veias superficiais dilatadas, tortuosas e alongadas, causadas por uma alteração funcional no sistema circulatório. Podem causar dor e sensação de peso nas pernas. Elas não têm cura, mas existe controle. Endolaser é usado para tratar varizes Varizes: o que fazer para evitar e quais os tratamentos? Os especialistas explicaram que é possível minimizar as chances de aparecerem novas varizes: praticar atividade física, não fumar, usar meia elástica e fortalecer a panturrilha. Sobrepeso, fumo, sedentarismo pioram as varizes. E existe relação entre varizes e AVC? Segundo o cirurgião vascular não. As varizes atingem as veias e o AVC é causado por uma artéria que se rompe no cérebro ou por um coágulo que se forma em uma artéria e se desloca até o cérebro. Problemas na artéria provocam limitações As varizes são veias superficiais dilatadas, tortuosas e alongadas, causadas por uma alteração funcional no sistema circulatório. Augusto Carlos/TV Globo
Veja Mais

18/09 - Cuidadores devem ser vistos como mão-de-obra prioritária
Déficit do número de trabalhadores e envelhecimento da população podem se transformar em bola de neve Se há um mercado que não para de se ampliar é aquele voltado para atender às demandas do envelhecimento da população. De acordo com estimativa da PHI, organização norte-americana sem fins lucrativos que milita pela valorização dos cuidadores, com o lema “Quality care through quality jobs” (“Cuidado de qualidade através de empregos de qualidade”), até 2024 haverá um incremento de mais de 600 mil postos para esses trabalhadores nos EUA – uma expansão maior do que a de qualquer outra ocupação. Ainda assim, o déficit dessa mão-de-obra alcançará a marca de 5 milhões nesse período. O desafio também se aplica ao Brasil e poderá se transformar numa bola de neve, obrigando algum membro da família a abandonar o mercado para assumir essa função, com reflexo negativo para a economia do país. Cuidadores: mercado de trabalho em expansão, mas com gargalos na formação de mão-de-obra https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/4/4b/Amarna_House_Care_Home_York.jpg A grande questão é como treinar adequadamente uma mão-de-obra cujo trabalho se tornará cada vez mais complexo. Esse era o tema do seminário que acompanhei pela web ministrado por Angelina Del Rio Drake, diretora-executiva da PHI. “É preciso ampliar as habilidades de um cuidador, porque assistimos ao crescimento do número de idosos com comorbidades que vivem em suas comunidades”, ela enfatizou, acrescentando que esse profissional tem que entender as condições de saúde do idoso e os riscos das enfermidades; conhecer seu plano de saúde; e, principalmente, engajar-se na manutenção de hábitos saudáveis da pessoa que está sob seus cuidados: “assim conseguiremos reduzir o número de admissões hospitalares”. No capítulo hábitos saudáveis, há dois pontos cruciais relegados a segundo plano: o primeiro é sobre as ferramentas que o cuidador tem para administrar seu próprio estresse no dia a dia. O segundo é ainda mais difícil: qual é o papel desse profissional para estimular o idoso e evitar seu isolamento? Sobre o estresse a que é submetido quem desempenha essa função, coleciono reclamações de cuidadoras (quase sempre são mulheres) sobre grosserias e até xingamentos. Como evitar que isso envenene a relação? Sejamos realistas: no Brasil, uma situação bastante comum é a empregada doméstica ser “alçada” à nova condição sem treinamento prévio – e isso para quem tem condições de bancar esse custo. Ano passado, a PHI elaborou uma lista com 60 iniciativas que ajudariam a diminuir o impacto do déficit dessa mão-de-obra, sugerindo que imigrantes, homens e idosos jovens fossem incorporados ao contingente de cuidadores, formado majoritariamente por mulheres negras. Com treinamento de qualidade e maior qualificação, a remuneração se tornaria atraente. No Brasil, a proposta que regulamenta a profissão continua parada no Congresso, depois de ter sido aprovada, em fevereiro, pela Comissão de Assuntos Sociais do Senado. De acordo com o projeto (PLC 11/2016), os profissionais devem ter Ensino Fundamental e curso de qualificação na área, além de bons antecedentes criminais e atestados de aptidão física e mental. É possível que, quando entre em vigor, já esteja defasada em relação às demandas do mundo real.
Veja Mais

18/09 - Primeiro turista a voar ao redor da Lua será empresário japonês, anuncia Elon Musk
Yusaku Maezawa é fundador da marca Zozo. Dono da empresa de exploração espacial SpaceX, Musk afirmou que a viagem está prevista para 2019 e terá duração de aproximadamente uma semana. O empresário japonês Yusaku Maezawa fala a jornalistas após ser anunciado como o primeiro turista espacial que irá voar ao redor da Lua, em evento da SpaceX, em Hawthorne, Califórnia, na segunda-feira (17) AP Photo/Chris Carlson O empresário japonês Yusaku Maezawa, criador da Zozo, foi anunciado como a primeira pessoa que deve fazer um passeio turístico ao redor da Lua: o anúncio foi feito na noite de segunda-feira (17) pela SpaceX, empresa de exploração espacial americana responsável pela viagem. Yusaku Maezawa tem 42 anos, e, segundo a Forbes, tem uma fortuna estimada em US$ 3,6 bilhões, sendo a 14º pessoa mais rica do Japão. Ele é o criador das empresas Start Today, Zozotown e ZOZO, do setor de moda online. O empresário também é conhecido por ser colecionador de arte e já bateu recordes ao pagar US$ 57,3 milhões e US$ 110 milhões por duas obras de Jean-Michel Basquiat, em 2016 e 2017. Japonês vai ser primeiro turista espacial Maezawa partirá para a Lua, em uma viagem de cerca de uma semana, a bordo do foguete BFR, o “Big Falcon Rocket”, que terá 106 metros de comprimento e capacidade de colocar 150 toneladas em órbita. De acordo com a empresa, é o foguete mais poderoso já construído — acima do Saturno V, da Nasa, que levou astronautas em missões lunares durante a década de 1970 e conseguia carregar 135 toneladas para o espaço. Até agora, somente 24 pessoas já partiram em missões lunares, com 12 delas chegando a pisar no solo da Lua. A última expedição foi realizada em 1972, durante o programa Apollo. Dono da empresa, o magnata Elon Musk já declarou que espera transformar o Big Falcon Rocket em um veículo de transporte aéreo para toda a Terra, indo de qualquer ponto ao outro do planeta em, no máximo, uma hora, ao custo de uma passagem aérea na classe econômica. A SpaceX prevê, para abril de 2019, uma missão com astronautas da Agência Espacial Americana (Nasa) à Estação Espacial Internacional. A viagem será em uma cápsula Dragon, com capacidade para quatro tripulantes. Em seu Twitter, Musk afirmou, poucas horas antes do anúncio, que “a prioridade da SpaceX continuará sendo apoiar missões da Nasa e de segurança nacional”. A SpaceX entrou para a história em 2010 ao se tornar a primeira empresa privada a colocar uma nave espacial em órbita e recuperá-la. Em 2012, começou a realizar missões regulares para abastecer astronautas no espaço, como parte de um contrato de US$ 1,6 bilhão com a Nasa. A empresa pretende chegar a Marte em 2022.
Veja Mais

17/09 - Por que animais marinhos confundem plástico com comida?
Muitas espécies marinhas acabam confundindo o plástico com comida. Como isso acontece? A resposta está relacionada a odores que esses resíduos que poluem cada vez mais os oceanos liberam. Várias espécies marinhas, desde os menores até baleias gigantes, acabam comendo plástico porque sentem nele cheiro de comida Elitza Germanov/Marine Megafauna Foundation Do plâncton minúsculo a baleias enormes, tem crescido o registro da ingestão de plástico por animais marinhos de várias espécies. Com esse tipo de resíduo despejado na água em uma escala que chega a milhões de toneladas por ano, esse consumo ocorre quando o animal, ao se alimentar, engole acidentalmente fragmentos de plástico que estão na área - ou quando esses fragmentos são, literalmente, confundidos com o alimento. Canudinho é o novo vilão? Conheça as alternativas ao tubinho de plástico condenado por poluir o meio ambiente Mundo declara guerra ao canudo de plástico, um dos principais vilões do meio ambiente E por que isso ocorre? A explicação de pesquisadores é que o plástico não só parece com comida. Ele também tem cheiro de comida. "Tente cheirar um pedaço de plástico que você encontrar na água da próxima vez que estiver na praia", sugere Erik Zettler, ecologista microbiano do Instituto Real Holandês de Pesquisas Marítimas. "Ele cheira a peixe." Zettler observa que isso acontece porque todo plástico no oceano é rapidamente colonizado por uma fina camada de micróbios, normalmente chamada de "plastisfério". Essa viscosa camada de vida libera substâncias químicas que fazem o plástico ter cheiro e gosto de alimento para os animais marinhos. Um composto específico, o metiltiometano ou sulfeto de dimetila (DMS, na sigla em inglês), atua como o estímulo químico que o plástico emite e é conhecido por atrair alguns animais, incluindo peixes. A teoria, ao que tudo indica, também é válida para as aves marinhas quando caçam, já que encontram a comida pelo cheiro. Mas outras espécies, como as baleias, estão consumindo plástico acidentalmente enquanto filtram a água por plâncton. Aumento do lixo plástico nos oceanos A presença de resíduos plásticos vem aumentando rapidamente nos oceanos do mundo - um estudo de 2015 estimou que cerca de oito milhões de toneladas de plástico entram nas águas oceânicas anualmente. Alguns flutuam em grandes sistemas de correntes marítimas rotativas, conhecidos como giros oceânicos. Em um giro, o plástico se decompõe em microplásticos, que podem ser ingeridos pela fauna marinha. Este estudo é considerado o mais completo esforço já feito para averiguar quantos destes fragmentos estão sendo despejados, soprados ou simplesmente arrastados para o mar. Kristian Syberg, da Universidade Roskilde, da Dinamarca, contesta, porém, os números. Segundo ele, os dados subestimam demais as concentrações reais de plástico, principalmente por dois motivos. "Primeiro, o número é baseado em dados coletados com redes de pesca de superfície - que normalmente deixam escapar partículas menores que 0,3 milímetros", diz o pesquisador. "E, segundo, as amostras de partículas que estão na superfície do mar representam provavelmente uma porcentagem pequena do total de partículas no oceano." O estudo de 2015 indica que, se não houver mecanismos de controle, 17,5 milhões de toneladas de resíduos plásticos poderão entrar nos oceanos a cada ano até 2025. Afetando a vida sob as ondas? Algumas questões cruciais surgem com a descoberta de que esses resíduos são consumidos com frequência pelos animais. Uma delas é o real impacto ambiental deles. Outra é: por que não estamos usando avanços científicos para substituir produtos problemáticos por alternativas mais seguras? Mark Browne, que publicou vários artigos sobre os efeitos do lixo plástico no ambiente marinho, disse à BBC que "isso (a substituição desses produtos por alternativas mais ecológicas) poderia ser feito se eles pedissem a ecologistas e engenheiros que trabalhassem juntos para identificar e remover elementos dos produtos que poderiam causar impactos ambientais". Mas a extensão do dano não é totalmente conhecida. "Até agora, o impacto tem sido bastante óbvio em animais maiores, como baleias e pássaros", diz Syberg. "Eles podem morrer por asfixia ou de fome, já que a ingestão de plástico bloqueia seu aparelho digestivo." Há certas aves, como o albatroz-de-laysan, que já foram muito afetadas pela poluição do plástico. A equipe do documentário Blue Planet 2, da BBC - que enfoca a vida marinha com foco em descobertas de novas espécies - testemunhou a presença de plástico em substâncias regurgitadas por filhotes de albatroz na longínqua ilha da Geórgia do Sul, no Atlântico Sul. "Os pais deles devem ter pegado sacolas plásticas no mar, achando que eram comestíveis, e dado a eles como alimento", disse o produtor executivo James Honeyborne. "Um filhote morreu ao ter o estômago perfurado por um palito de plástico." Erik Zettler, do Instituto Real Holandês de Pesquisas Marítimas, pondera, no entanto, que também há muitos animais que comeram plástico sem consequências consideráveis. Estudos sobre os impactos "subletais" da ingestão de plástico estão em andamento em alguns laboratórios, assim como pesquisas sobre como isso pode afetar os seres humanos. Como podemos manter o plástico fora dos oceanos? Uma enorme operação de limpeza do plástico nos mares foi lançada em 8 de setembro no Oceano Pacífico. A iniciativa da Ocean Cleanup - fundação que desenvolve tecnologias para extrair a poluição plástica dos oceanos e impedir que mais desses resíduos entrem nas águas - pretende enviar à região um flutuador de 600 metros de comprimento com capacidade para coletar cerca de cinco toneladas de plástico oceânico por mês. Ela promete reduzir o volume da poluição em 90% até 2040. Mas, diz Syberg, é importante não demonstrar tanto "entusiasmo" com soluções tecnológicas que ajudam, mas não resolvem o problema. "A limpeza é boa e pode ajudar, especialmente se for concentrada em áreas costeiras com alta emissão de plástico para o oceano", analisa ele. "No entanto, a solução definitiva para a poluição plástica é impedir que ela aconteça, e não limpá-la depois que está feita. A solução só acontecerá se todos nós mudarmos nossas formas de usar e descartar o plástico." Erik Zettler participou de mais de 60 viagens de pesquisa científica coletando dados oceanográficos, incluindo resíduos de plástico encontrados no Pacífico, no Atlântico, no Caribe e no Mediterrâneo. Ele concorda com Syberg e diz que pode não haver "soluções rápidas" para o problema. "Vai ser preciso uma combinação de várias coisas - como mudanças no comportamento humano, regulamentações governamentais e participação da indústria - para reduzir o plástico no meio ambiente", diz.
Veja Mais

17/09 - Como cérebros doados no Brasil estão ajudando a descobrir origem do Mal de Alzheimer
Biobanco da USP têm cerca de 4 mil cérebros humanos, de pessoas cujas famílias optaram por doar o órgão de seus familiares para ajudar a ciência. Adesão a projeto surpreendeu cientistas - cerca de 94% dos familiares de falecidos concordam com a doação de seus cérebros Ascom/FMUSP Em duas salas no prédio da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), no bairro do Pacaembu, na zona oeste da cidade, repousam, em formol ou congelados, cerca de 4 mil cérebros humanos, de pessoas que morreram de causas naturais com idade ao redor de 50 anos ou mais. Não é uma mera curiosidade da capital paulista. Alzheimer: como lidar com quem tem a doença e quais os fatores de risco? Adesivo para tratamento de Alzheimer já está disponível pelo SUS Eles foram doados pelas famílias dos mortos e têm ajudado neurologistas e neurocientistas a entender as doenças do cérebro causadas pelo envelhecimento. Várias descobertas já foram feitas graças a esse banco de encéfalos - entre elas, a de que o Mal de Alzheimer começa no tronco cerebral, que conecta a medula espinhal com as estruturas localizadas acima, e não no córtex, como se pensava até então. O "banco de cérebros", como é conhecido o Projeto Envelhecimento Cerebral e Biobanco para Estudos no Envelhecimento da FMUSP, foi criado em abril de 2004 e chegou aos números que ostenta hoje graças ao Serviço de Verificação de Óbitos (SVO) da faculdade, que realiza cerca de 15 mil autópsias por ano em São Paulo. Esse número representa 45% das mortes por causas naturais, 60% das quais de pessoas com mais de 50 anos. É uma taxa de exames de causa mortis muito grande comparada à de outros países, onde ela não ultrapassa os 10%. Depois que decidem doar o cérebro, os familiares devem responder a um questionário que tem como objetivo verificar se o parente tinha alguma perda de cognição ou manifestação clínica que pudesse ser associada a algum quadro de demência. "A boa receptividade das pessoas aos nossos estudos foi surpreendente", conta Léa Tenenholz Grinberg, professora do Departamento de Patologia da FMUSP e uma das fundadoras do Biobanco. O índice de concordância com a doação chega a 94%. Diagnóstico após a morte O próximo passo é a coleta do cérebro, que, em seguida, é levado ao Laboratório de Fisiopatologia do Envelhecimento (Gerolab), onde passa por exames que determinam se havia lesões cerebrais - como, por exemplo, as associadas ao Alzheimer. Os pesquisadores usam os resultados e as informações prestadas pelos parentes para fazer um diagnóstico do doador, ou seja, verificar se era sadio ou se sofria de demência com sintomas clínicos apenas ou se tinha lesões anatômicas também. Segundo Lea, o SVO é único no mundo, pois é um serviço que verifica a causa de óbito de grande parte da população de São Paulo. "Como ele possui base populacional, o nosso Biobanco tem casos de indivíduos sem alterações neurológicas e outros com vários diagnósticos de doenças neurodegenerativas", explica. O objetivo desse trabalho é justamente realizar pesquisas sobre as doenças relacionadas ao envelhecimento. Graças ao Biobanco, a FMUSP ocupa uma posição de vanguarda no mundo na área de estudos de doenças como o Alzheimer. De acordo com Léa, em muitos outros países, os estudos são realizados com pessoas que procuram tratamento quando já apresentam algum sintoma, como perda de memória. Isso dificulta o entendimento sobre o que antecedeu o problema. Por meio dos cérebros doados, o Projeto Envelhecimento Cerebral e Biobanco para Estudos no Envelhecimento pode analisar casos que ainda não apresentavam sintomas da doença, conseguindo determinar onde ela começa, como progride e quais os sintomas iniciais, possibilitando o diagnóstico no início e facilitando a interrupção do seu progresso. Onde começa o Mal de Alzheimer Foi assim que Lea e sua equipe descobriram onde, de fato, o Alzheimer começa. Antes, é preciso saber que o que os leigos chamam de cérebro na verdade é o encéfalo, que é composto pelo cérebro propriamente dito, pelo cerebelo e pelo tronco. Esse último é uma importante estrutura do sistema nervoso central, que controla funções involuntárias fundamentais para a sobrevivência, como a respiração, os batimentos cardíacos, a pressão sanguínea e o sono. Os pesquisadores descobriram que o Alzheimer dá os primeiros sinais de sua existência justamente numa parte específica do tronco, chamada núcleo dorsal da rafe. "Mostramos que essa área, localizada no mesencéfalo (uma parte do encéfalo localizada no pescoço) e maior produtora de serotonina do cérebro, desenvolve alterações da doença antes das que eram consideradas as iniciais até então, situadas no córtex entorrinal (uma parte do córtex cerebral)", explica Lea. "Em seguida, em outros estudos com colaboradores, descrevemos cerca de 15 áreas cerebrais que apresentam essas lesões antes do córtex entorrinal." O que Lea encontrou nessa região do encéfalo foi uma das lesões mais características do Alzheimer, os chamados emaranhados neurofibrilares, que levam à morte dos neurônios. Eles assinalam o surgimento e progressão da doença, ao lado de placas extracelulares, causadas pelo acúmulo anormal de uma proteína chamada beta-amiloide. Segundo a pesquisadora, graças a essa descoberta, agora é possível diagnosticar o mal em fases ainda mais iniciais, entender a relação entre essas primeiras alterações e sintomas como depressão, ansiedade, problemas de sono e apetite. O que já se descobriu também em relação a esses sintomas é que eles não são fatores de risco para Alzheimer, como se pensava antes, mas, sim, consequências da doença. O estudo foi apresentado em julho na Conferência Internacional da Alzheimer's Association, realizada em Chicago, no Estados Unidos, que reuniu cerca de seis mil pesquisadores da doença de diversas partes do mundo. Exame para rastrear a doença na população brasileira O Biobanco também já possibilitou a descoberta de fatores relacionados a risco de demência relevantes para a população brasileira, como a grande prevalência de Alzheimer por alteração nos vasos sanguíneos e risco diferencial para problemas causados por ela em descendentes de africanos e japoneses em relação aos de europeus. Agora, Lea está desenvolvendo estudos para identificar alterações nessas áreas onde o Alzheimer aparece primeiro, utilizando técnicas de neuroimagem. "A ideia é criar um exame simples de rastreio, que funcionaria como a mamografia funciona para câncer de mama", explica. "Será acessível o suficiente para ter grande parte da população examinada por volta dos 50 anos e reavaliada de tempos em tempos. Assim, se não houver alterações, não há necessidade de outros exames."
Veja Mais

17/09 - É mais saudável usar toalhas de papel ou jatos de ar para secar as mãos?
Estudo realizado em três países concluiu que secadores automáticos são basicamente 'canhões de bactérias', enquanto o papel tem potencial menor de contaminação. Luz ultravioleta mostra, em um dos testes, como as bactérias se espalham com o jato de ar do secador Universidade de Leeds Uma boa higiene das mãos é crucial no controle da propagação de infecções. É por isso que há diversas recomendações sobre quando e como lavá-las. É indicado, por exemplo, que façamos isso sempre que chegamos da rua, depois de usar o banheiro, antes de comer, cozinhar ou de nos aproximarmos de um bebê ou alguém doente. Bem estar: Como garantir a saúde das mãos? Menos atenção é dada, no entanto, à importância de secá-las da maneira correta. Após lavar bem as mãos com água e sabão, ninguém quer sujá-las novamente com uma toalha úmida e malcheirosa, que sabe-se lá há quanto tempo está pendurada. É por isso que muitos banheiros públicos oferecem toalhas de papel descartáveis ou secadores automáticos a jatos de ar, conhecidos como "mais higiênicos e sustentáveis". Mas, de acordo com pesquisas realizadas no Reino Unido, França e Itália, os secadores a jato de ar são basicamente "canhões de bactérias". Os micróbios dos outros Cientistas da Universidade de Leeds, no Reino Unido, do Hospital Saint-Antoine de Paris, na França, e da Universidade de Udine, na Itália, descobriram que esses dispositivos estão dispersando quantidades alarmantes de bactérias no ar e nas superfícies dos locais onde estão instalados. Isso acontece porque as pessoas, em geral, não lavam as mãos adequadamente e, ao secá-las com os poderosos jatos de ar, espalham bactérias residuais. "Na verdade, o secador vira um aerossol que contamina o banheiro, incluindo o próprio secador e, potencialmente, a pia, o chão e outras superfícies, dependendo do design do dispositivo e de onde está localizado", explicou Mark Wilcox, professor de microbiologia da Universidade de Leeds. Sendo assim, é muito provável que você esteja entrando em banheiros cheios de micróbios de outras pessoas. A equipe do professor Wilcox e seus colegas já haviam realizado testes de laboratório para estudar o tema. Mas, agora, fizeram uma pesquisa no mundo real para entender particularmente como diferentes métodos de secagem podem afetar a propagação bacteriana em banheiros de hospitais. Cem vezes mais bactérias A pesquisa foi realizada em hospitais de Leeds, Paris e Udine, durante um período de 12 semanas. Em cada unidade, foram selecionados dois banheiros para o uso de pacientes, funcionários do hospital e visitantes. Em cada um deles, foram instalados um secador e toalhas de papel . Foram coletadas amostras do ar e das superfícies todos os dias durante quatro semanas. Após um intervalo de duas semanas, houve uma alteração e os banheiros passaram a oferecer apenas uma das duas maneiras de secar as mãos. As culturas recolhidas das amostras revelaram concentrações de bactérias no ar e nas superfícies muito mais altas nos banheiros onde havia apenas secadores a jato de ar. A diferença mais acentuada foi identificada entre a superfície do secador e do dispenser de papel toalha. Em Udine, o secador tinha 100 vezes mais bactérias, em Paris 33 vezes mais e em Leeds, 22. A particularmente virulenta estirpe bacteriana Staphylococcus aureus resistente à meticilina (SARM) era três vezes mais predominante nos banheiros de hospitais no Reino Unido durante os períodos em que foram utilizados os secadores de ar. Bactérias resistentes à penicilina e a outros antibióticos - e, portanto, difíceis de tratar - foram encontradas com mais frequência também. Diante dos resultados, a equipe de Wilcox declarou em artigo publicado na revista especializada Journal of Hospital Infection que há pouca justificativa para o uso de secadores a jato de ar em banheiros públicos - ainda mais em ambientes hospitalares, dados os riscos. Por outro lado, "as toalhas de papel absorvem a água e os micróbios que permanecem nas mãos e, se descartadas corretamente, têm menos potencial para contaminação", acrescentam. "As diretrizes de controle de infecção existentes devem ser alteradas e fortalecidas nesse sentido", recomenda o texto. No Reino Unido, os secadores são proibidos nas alas clínicas de unidades hospitalares, mas sob o argumento de que fazem muito barulho. Nas recepções, no entanto, são liberados. Nos Estados Unidos, não há qualquer restrição.
Veja Mais

17/09 - Surto de febre suína na China  favorece criadores de frango 
Com carne de porco em falta, procura por frango aumentou, levando preços da carne às máximas em 2,5 anos.  Febre suína não tem cura e é muitas vezes fatal para os porcos Edgard Garrido/Reuters Um surto de febre suína africana na China está gerando uma vantagem inesperada para os produtores de carne de frango, ao levar os preços da segunda carne mais popular no país para as máximas em dois anos e meio. Com a carne suína em falta, na medida em que as autoridades tentam conter a doença altamente contagiosa, os consumidores se voltam para o frango como um substituo, com alguns clientes também preocupados sobre a segurança. A mudança é um impulso para os criadores do maior produtor de carne de frango no mundo, depois do crescimento tépido da demanda nos últimos anos após uma série de questões sobre segurança alimentar e gripe aviária. Os preços do frango na região de Shandong, maior produtor da China, atingiram os 9,7 iuans (1,41 dólar) por quilo mais cedo neste mês, sua máxima desde março de 2016. "Os recentes surtos de gripe suína africana alavancaram os preços de compra do frango em lanchonetes e restaurantes. Mais pessoas podem escolher frango agora, especialmente nas regiões infectadas com casos de gripe suína africana", disse Li Jinghui, diretor na China Poultry Association. Novos casos A febre suína não tem cura e é muitas vezes fatal para os porcos. Depois de mais de uma dúzia de surtos desde que o primeiro caso no país foi reportado no começo de agosto, Pequim abateu cerca de 40 mil porcos e proibiu o transporte de animais vivos de e pelas áreas infectadas. Nesta segunda (17), um novo surto da doença foi registrado em uma fazenda na região da Mongólia Interior, informou o Ministério da Agricultura chinês. Oito porcos morreram e 14 foram infectados na propriedade, que tem 159 animais. O surto é o 16º da China desde o início de agosto, e acontece apesar de uma série de novas e duras regras anunciadas por Pequim na semana passada para combater a disseminação da doença.
Veja Mais

17/09 - Após prorrogar campanha, Brasil bate meta de vacinação contra sarampo e poliomelite
Meta de vacinar 95% do público-alvo foi alcançada. Apesar disso, em um segmento específico, mais de 500 mil crianças não foram vacinadas. O Brasil atingiu a meta geral de vacinação de crianças contra sarampo e poliomelite estabelecida pelo Ministério da Saúde. Apesar de a campanha ter sido prorrogada até 14 de setembro, em uma das faixas etárias a meta não foi alcançada, com déficit de mais de meio milhão de crianças sem imunização. Veja o que é #FATO e o que é #FAKE sobre imunização HPV: por que vacinação contra vírus que causa câncer não avança no Brasil A meta do governo era vacinar 95% do público-alvo (crianças de 1 a cinco anos). Segundo o balanço final divulgado nesta segunda-feira (17), a cobertura vacinal ficou em 95,4% para a pólio e 95,3% para sarampo, totalizando 10,7 milhões de crianças vacinadas. Porém, 516 mil crianças não receberam as doses recomendadas. A única faixa etária que não chegou ao índice de 95% foi a de um ano de idade, cuja cobertura está em 88%. Apesar do fim da campanha, a vacina continua disponível o ano inteiro nos postos de saúde. Crianças de 1 a 5 anos são público-alvo da campanha nacional de vacinação contra o sarampo e a pólio Erasmo Salomão/Ministério da Saúde Ainda segundo o ministério, 15 estados conseguiram alcançar a meta para ambas as vacinas e São Paulo e Tocantins alcançaram a meta para a vacina da pólio. Alagoas, Rio Grande do Norte, Amazonas, Bahia, Acre, Pará, Piauí, Roraima, Rio de Janeiro e o Distrito Federal não atingiram a meta de vacinação. Já entre os 5.570 municípios, 4.390 atingiram a meta. Segundo nota do ministério, os gestores têm até o dia 28 de setembro para informar no Sistema de Informação do Programa Nacional de Imunização (SI-PNI) do Ministério da Saúde os dados de vacinação da campanha. "Portanto, estados e municípios tem até esse período para buscar a meta da campanha e vacinar as crianças de um a menores de cinco anos", diz a nota. Casos de sarampo no Brasil Até o dia 12 de setembro, o Brasil registrou 1.673 infecções por sarampo, sendo que 7.812 ainda estão sob investigação dos órgãos de saúde. O país enfrenta dois surtos da doença, nos estados do Amazonas e Roraima. Oito pessoas morreram de sarampo no Brasil neste ano – 4 em Roraima e 4 no Amazonas. Já em relação à poliomelite trata-se de uma precaução, já que 312 cidades estão abaixo da meta preconizada para o controle da doença. Não há, contudo, casos de paralisia infantil no Brasil. O país erradicou a poliomielite do território em 1994. Entenda o que é sarampo, quais os sintomas, como é o tratamento e quem deve se vacinar Infografia: Karina Almeida/G1
Veja Mais

17/09 - 1 em 5 homens e 1 em 6 mulheres terão câncer em algum momento da vida, diz agência ligada à OMS
Dados são do último relatório estatístico sobre a situação do câncer no mundo, da Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer. Pesquisadores do Recife fazem pesquisa que pode melhorar tratamento contra o câncer de estômago Reprodução/TV Globo Um em cada cinco homens e uma em cada seis mulheres terão câncer em algum momento de suas vidas. Além disso, um em cada oito homens e uma em cada onze mulheres irão morrer por causa da doença. Cientistas descobrem composto que imobiliza célula do câncer e impede metástase Mortes por câncer chegarão a 9,6 milhões em 2018, indica relatório da OMS Os dados são do último relatório estatístico sobre a situação do câncer no mundo, da Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer (Iarc, na sigla em inglês), divulgado na última quarta-feira. Todos os anos, a Iarc, instituição ligada à Organização Mundial de Saúde (OMS), avalia 36 tipos de câncer em 185 países. O relatório também mostra que o número de casos da doença está aumentando. Neste ano, haverá 18,1 milhões de novos casos de câncer no mundo, estima o relatório da Iarc. Destes, 9,6 milhões vão resultar em morte. Em 2012, por sua vez, foram contabilizados 14,1 milhões de casos e 8,2 milhões de mortes. "O aumento da incidência de câncer se deve a diversos fatores, incluindo o crescimento e o envelhecimento da população", afirma a publicação. Outra explicação é a mudança na prevalência de câncer à medida que os países se desenvolvem - caem os tipos de câncer relacionados à pobreza e infecções e aumentam os tipos de câncer associados ao estilo de vida de países industrializados. Tipos de câncer mais comuns em 2018 O câncer de pulmão, de mama e o câncer colorretal (intestino grosso) são os três principais tipos, em termos de incidência. O de pulmão é responsável por 11,6% dos casos da doença. O de mama registra o mesmo percentual de incidência. Já o câncer colorretal corresponde a 10%. Juntos, eles são responsáveis por um terço de todos os tipos de câncer e mortes pela doença no mundo. Em seguida, está o câncer de próstata (7%) e o câncer de estômago (5,7%). Os autores do estudo dizem que o câncer de pulmão é responsável pelo maior número de mortes - cerca de 1,8 milhões. Um dos motivos é a falha no diagnóstico da doença. Em seguida, entre os mais mortais, estão o câncer colorretal, o câncer de estômago e o câncer de fígado. Já o câncer de mama é apenas o quinto mais mortal. Isso se dá devido a acertos no diagnóstico. Diversidade 'extraordinária' Cerca de metade dos casos de câncer e das mortes pela doença este ano devem ocorrer na Ásia. Isso ocorre, em parte, devido ao grande número de pessoas que vivem no continente - 60% da população mundial. Além disso, alguns dos tipos de câncer mais mortais são mais comuns nessa região - entre eles, o câncer de fígado. A Europa responde por um quarto dos casos de câncer. Já a América, por 21% - apesar de ter apenas 13% da população mundial. Segundo os pesquisadores, há uma "extraordinária diversidade" nos tipos de câncer e padrões de doença ao redor do mundo. Por isso, a recomendação é que os países avaliem qual é a melhor maneira de prevenir e tratar a doença de acordo com as realidades locais.
Veja Mais

17/09 - Os Estados americanos que estão usando a maconha para combater a epidemia de opioides
Quase 49 mil pessoas morreram nos Estados Unidos em 2017 por overdose de opioides - número superior ao de acidentes de trânsito e de mortes por armas de fogo. O uso medicinal da maconha é permitido em 30 estados americanos, além do Distrito de Columbia Pixabay Em 28 de agosto, o governador do Estado americano de Illinois, Bruce Rauner, assinou um projeto de lei permitindo que médicos possam prescrever a cannabis (maconha) como uma alternativa ao uso de analgésicos oriundos de opioides. Mortes causadas pelo uso indevido desses medicamentos altamente viciantes e derivados do ópio (incluindo heroína) têm contribuído para o crescimento do número de vítimas fatais por overdose nos Estados Unidos. Os opioides são medicamentos derivados da papoula - planta que também é a base de produção do ópio. Eles estimulam receptores no cérebro e geram um poderoso alívio da dor. Além disso, reduzem a ansiedade e a depressão que costumam acompanhar episódios de dor intensa. Por outro lado, eles também produzem uma sensação de euforia e são altamente viciantes - a ponto de causarem uma epidemia hoje considerada crise de saúde pública nos EUA. Em 2017, ao menos 72 mil pessoas morreram de overdose nos Estados Unidos. Mais de duas em cada três pessoas foram vítimas de opioides em geral, segundo um relatório preliminar do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC, na sigla em inglês), divulgado em agosto. Atualmente, a overdose tira mais vidas americanas do que as armas de fogo ou acidentes de trânsito. O CDC estima que mais de 700 mil americanos morreram de overdose de opioides desde 1999, incluindo pessoas famosas, como o cantor pop Prince, que morreu em 2016 depois de sofrer uma overdose acidental de fentanil, elemento 50 vezes mais forte que a heroína. Em média, no ano passado, cerca de 200 americanos morreram de overdose diariamente. Segundo o Drug Enforcement Administration (órgão americano de repressão às drogas), em contrapartida, não houve nenhuma morte por overdose de maconha nos Estados Unidos no ano passado. Dores crônicas Illinois, cujo número de mortes por overdose de opioides (1.947) foi o sétimo maior do país, não é o único Estado americano a testar a maconha para tentar solucionar o problema. Nova York, Geórgia e Pensilvânia adotaram programas parecidos, na esperança de que a maconha ajude a enfrentar o problema de saúde pública. Essas iniciativas são limitadas a pacientes com prescrição de medicamentos para tratar de dores crônicas. Um dos problemas para tratar o tema é a ampla oferta de pílulas de opioides nos Estados Unidos: um relatório de 2017 mostra que há 58,5 receitas médicas desses medicamentos para cada 100 americanos. Esse número já foi maior: em 2012, havia 81,3 receitas para cada 100 pessoas. Porém, mesmo com o esforço legislativo e de associações médicas, o índice de 2017 é ainda mais de duas vezes maior que o registrado em 1999, segundo o CDC. Houve outro efeito colateral dessa presença massiva de opioides nos Estado Unidos: viciados sem acesso a prescrições passaram a buscar remédios e drogas de forma alternativa e ilícita, como pílulas falsificadas ou heroína. Um relatório da CDC de 2017 apontou que as mortes causadas por drogas nos Estados Unidos quintuplicou entre 2010 e 2016. Medicina com cannabis Alguns especialistas acreditam que dores crônicas poderiam ser tratadas com as propriedades da cannabis. Nos Estados Unidos, a droga já é usada em tratamentos de uma série de problemas de saúde, como dores, náusea, espasmos musculares e epilepsia. Ao menos 30 estados e o Distrito de Columbia já legalizaram o uso medicinal da cannabis. Além disso, nove Estados passaram também a permitir uso recreativo da planta, apesar da legislação federal criminalizar a maconha. Pesquisas acadêmicas mostraram que regiões com leis pró-cannabis não apenas reduziram as prescrições de opioides, como também diminuíram o número de mortes por overdose em comparação com locais que ainda proíbem esse tipo de tratamento com a erva ou derivados. Tabela mostra relação de morte por overdose de opioides BBC Segundo um estudo da Universidade da Pensilvânia, 13 Estados que liberaram o uso medicinal da maconha tiveram redução de 24,8% da mortalidade por overdose entre 1999 e 2010 em comparação com estados sem a nova lei. Uso recreativo da maconha O estudo da Universidade da Pensilvânia faz parte de um conjunto de pesquisas sobre a relação entre o uso medicinal da cannabis com a queda de prescrição de opioides. Em abril deste ano, pesquisadores da Universidade de Kentucky adicionaram à discussão uma importante descoberta: o uso recreativo da cannabis também tem relação com a queda das prescrições de opioides. "Descobrimos que a implementação do uso medicinal da maconha está associada a uma taxa de 6% da queda de prescrição de opioides no Medicaid (programa social do governo americano na área da saúde)", diz Hefei Wen, professor-assistente da Universidade de Saúde Pública e um dos autores do estudo. Uso legal de maconha nos EUA BBC Wen e seu colega Jason Hockenberry estudaram os dados de quatro Estados que implementaram leis pró-cannabis entre 2011 e 2016 (Colorado, Washington, Alasca e Oregon). "Vale a pena lembrar que nossas descobertas sugerem correlação e não causalidade", diz Wen. O estudo, no entanto, atraiu grande atenção da mídia americana, porque 11 Estados planejam consultar a população sobre leis pró-cannabis nas eleições de meio de mandato, em novembro. "A crise dos opioides é um problema complexo e nós não acreditamos que ele será resolvido com uma 'bala de prata'. Mas há uma forte evidência de que a cannabis seja efetiva em tratamentos de dores crônicas em adultos. Pesquisas sugerem que o acesso legal à maconha pode ajudar em uma série de problemas associados aos opioides", diz Sheila Vakharia, diretora da Drug Policy Alliance (DPA), ONG que atua por mudanças nas leis americanas sobre drogas. Segundo a DPA, estudos mostram que a inalação de maconha junto a opioides diminui dores crônicas, permitindo que doses de remédios derivados do ópio sejam reduzidas. Outro efeito observado foi a diminuição dos sintomas de abstinência. Descobertas como essa fizeram com que políticos americanos aderissem à causa do uso médico da maconha para dores crônicas, e entre eles está a senadora Elizabeth Warren, uma figura chave no Partido Democrata. Warren representa Massachusetts, um dos Estados que estão no topo do ranking de 10 de maiores incidências de mortes por overdose de opioides e opiáceos. Em 2017, porém, houve redução de 8% nas mortes em relação ao ano anterior. O Estado legalizou o uso medicinal da cannabis em 2012 e o uso recreativo em 2016. Mortes por overdose de opioides BBC Mas há quem conteste o uso da maconha Apesar de mudanças nos Estados, a maconha ainda é considerada ilegal pela legislação federal americana. Uma lei de 1970 proibiu o uso medicinal e classificou a maconha com "alto potencial para abuso e dependência física e psicológica". Há alguns meses, o procurador-geral dos Estados Unidos, Jeff Sessions, ameaçou impor a lei federal em estados onde a cannabis é legalizada. Em abril, Sessions disse que a maconha "contribuiu para a crise do opioide". Embora não concordem com Sessions, há acadêmicos que relativizam a influência da maconha para solucionar a crise do opioide. Em editorial publicado pelo periódico científico Addiction neste ano, um grupo de especialistas multidisciplinares definiram a expansão do acesso à cannabis como "prematura". O argumento é de que a correlação entre o uso da cannabis e a redução de mortes precisa ser investigada mais profundamente. Os especialistas também afirmam que a liberação da maconha não deve substituir o acesso a tratamentos para dependência de opioides ou a redução do encarceramento para usuários e pequenos traficantes. "A venda de sorvetes e o número de afogamentos estão positivamente correlacionados, mas comer sorvete não causa afogamento. A venda de sorvetes cresce durante os meses mais quentes, quando as pessoas saem para nadar", escreveram os especialistas. Deborah Hasin, professora de epidemiologia na Universidade de Columbia e uma das autoras do editorial, disse à BBC que ainda são necessários estudos para estabelecer como o uso de maconha pode influenciar o comportamento de usuários de opioides. "A maconha poderia ter um papel na redução do uso de opioides se um indivíduo com dores crônicas diminuísse ou parasse com os opioides. Alguns clientes de lojas de medicina canábica dizem que pararam com os opioides, embora outros continuem usando", diz. "Alguns membros da mídia, clínicos e formuladores de políticas públicas abraçaram essa ideia de que as leis sobre a maconha diminuíram as taxas de prescrição de opioides, hospitalizações e overdoses. Porém, os estudos atuais são uma maneira falha de determinar as causas do comportamento individual. Há também a preocupação de que o aumento da presença de cannabis pode levar a problemas relacionados à própria cannabis, sem ajudar a aliviar a crise dos opioides", acrescenta Hasin.
Veja Mais

16/09 - Estudo mostra que tomar aspirina todo dia tem risco para pessoas mais velhas
Pesquisa feita com mais de 19 mil pessoas acima de 70 anos nos EUA e na Austrália revelou que houve aumento no número de hemorragias estomacais em quem usa a droga diariamente; droga traz benefícios para quem sofreu derrame ou ataque cardíaco. Aspirina: droga ajuda a diluir o sangue é usada para tratar pessoas que já sofreram ataques cardíacos ou derrames. Food and Drug Administration/Divulgação Uma nova e importante pesquisa feita nos Estados Unidos e na Austrália sugere que idosos em boas condições de saúde não devem tomar uma aspirina por dia, como já indicaram outros estudos. Há benefícios comprovados do uso diário da aspirina para as pessoas que sofreram um ataque cardíaco ou derrame, porque a droga ajuda a diluir o sangue, evitando assim um novo ataque. Algumas pessoas completamente saudáveis optam por tomar aspirina para diminuir as chances de ataque cardíaco ou derrame e há pesquisas contínuas sobre o uso desse medicmamento para reduzir o risco de câncer. Mas o novo estudo não encontrou benefícios para pessoas saudáveis ​​com mais de 70 anos tomarem diariamente aspirina - pelo contrário, o medicamento aumentou o risco de hemorragias, os sangramentos internos que podem levar à morte. Especialistas descreveram os resultados como muito importantes e alertaram contra a automedicação com aspirina. A maioria das pesquisas sobre os benefícios da aspirina é realizada em pessoas na meia-idade e há evidências crescentes de que os perigos aumentam à medida que envelhecemos. Sem efeito para saudáveis O estudo foi feito com 19.114 pessoas nos EUA e na Austrália. Os entrevistados têm mais de 70 anos, boas condições de saúde e não possuem histórico de problemas cardíacos. Metade delas recebeu uma dose diária de aspirina em baixa dose por cinco anos. Três relatórios publicados na revista científica New England Journal of Medicine mostraram que as pílulas não reduziram o risco de problemas cardíacos ou proporcionaram algum outro benefício para quem as tomou. A pesquisa diz que nessas pessoas o uso da aspirina aumentou o número de grandes hemorragias estomacais. "Isso significa que milhões de idosos saudáveis ​​em todo o mundo que estão tomando aspirina em doses baixas sem uma razão médica podem estar fazendo isso desnecessariamente, porque o estudo não mostrou nenhum benefício geral para compensar o risco de sangramento", diz o pesquisador John McNeil, da Universidade Monash. "Essas descobertas ajudarão a informar os médicos que prescrevem há muito tempo essa droga para eles saberem se devem recomendar a aspirina a pacientes saudáveis." O estudo também descobriu um aumento nas mortes por câncer, embora os pesquisadores achem que isso precise de uma investigação mais aprofundada, já que vai contra as descobertas atuais nessa área. O professor Peter Rothwell, da Universidade de Oxford, que estuda essa medicação há muito tempo, disse que as descobertas são definitivas. "Tome aspirina se você não estiver saudável e com mais de 70 anos e se não teve um ataque cardíaco prévio ou acidente vascular cerebral é algo realmente muito pouco benéfico. Portanto, a automedicação com aspirina, na ausência de uma indicação médica definitiva, não é aconselhável", diz. As descobertas não se aplicam a pessoas que tomam aspirina devido a um ataque cardíaco ou acidente vascular cerebral - estas devem continuar a seguir os conselhos de seus médicos.
Veja Mais

16/09 - Mulheres com até 25 anos somam 30% das pacientes que colocam DIU pelo Caism, em Campinas
Pacientes buscam o serviço principalmente por receio de perder a capacidade produtiva no trabalho ao engravidar, diz especialista. Mulheres com até 25 anos somam 30% das pacientes que colocam DIU pelo Caism, em Campinas Ministério da Saúde Mulheres de até 25 anos e que não têm filhos representam 30% do total de pacientes do Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher (Caism) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) que solicitam a implantação do Dispositivo Intrauterino (DIU) como método contraceptivo. A estimativa, fornecida por uma especialista do Centro, aponta uma mudança de comportamento de jovens que estão cada vez mais focadas em estabilidade financeira. Ilza Maria Urbano Monteiro, coordenadora do serviço de reprodução humana do Caism, explica que este perfil dentro do público feminino é recente e reflete a recolocação do planejamento familiar para longo prazo. “Elas não querem ter filhos porque entendem que isso pode significar uma perda da capacidade produtiva e do poder de adquirir recurso financeiro”. O Caism registra a colocação de 150 a 200 DIUs por mês, seja o de cobre ou o de progesterona, popularmente conhecido como Mirena. Destes, cerca de 60 são requisitados pela população até 25 anos. “Olhando para um panorama de 15 a 20 anos atrás, não existiam adolescentes que pudessem por o dispositivo”, explica Ilza. “Hoje a gente começa a ver uma mudança no comportamento sexual, com meninas que começam a ter relações cada vez mais cedo. A gravidez para elas, na maioria das vezes, não é planejada”. “Até a última década, o uso de DIU era inclusive proibido para mulheres que não tinham filhos”, relata a especialista Segundo ela, a tendência é esse número aumentar cada vez mais. “Neste índice, você incorpora aquela mulher que não tem estabilidade de relação afetiva, não é casada, ou não tem alguém já estável. Ela não planeja ter uma família, ou não tem condições no momento”. Caism da Unicamp registra a colocação de 150 a 200 DIUs por mês Edu Fortes A coordenadora conta que o Caism recebe muitas mulheres encaminhadas pela rede básica de saúde para a colocação do dispositivo. “Nós orientamos sobre todos os métodos disponíveis. Não é raro acontecer que, após a conversa, ela mude de ideia. O Caism também oferece pílulas, métodos de barreira, implantes, injetáveis e até a esterilização, quando é o caso”. “O método contraceptivo ajuda muitas mulheres que têm problema de acne, por exemplo, ou com ovário policístico”, afirma a coordenadora O DIU de cobre, que não usa implantação de hormônio, registra uma crescente procura no serviço da Unicamp. Ilza relata que ele teve uma fase nas décadas de 70 e 80 em que não era bem visto. “Nos anos 1980, em que os modelos começaram a ficar mais seguros, ele passou a mostrar o seu valor”. O Caism oferece este tipo de serviço desde a referida época e incorporou o material feito de progesterona em 2005. “O cobre pode provocar aumento do sangramento menstrual em alguns casos. O dispositivo hormonal tenta diminuir este fluxo”. Métodos menos danosos Ilza aponta inclusive, no cenário atual, a busca por um método que seja o mais natural possível. “Até três anos atrás, de 15 casos que recebíamos, 14 queriam colocar o DIU de progesterona e um o de cobre. Hoje temos sempre três ou quatro casos que não querem o DIU hormonal”. Ela conta que existem hoje linhas de trabalho mais preocupadas com a implementação de produtos naturais, mas existem situações em que o uso do hormônio se mostrou seguro. “Se a pílula fosse realmente danosa ao corpo, o número de pessoas doentes no planeta seria muito maior, porque o número de mulheres que usam pílula é muito grande”. Pílula anticoncepcional mudou de perfil: menos hormônio, mas ainda assim apresenta risco à saúde de algumas mulheres Gabriela Sanda/Pixabay No Caism, a mulher é orientada a decidir sobre qual método mais se encaixa no seu perfil. “Os estudos mostram um risco um pouco aumentado do uso de pílula em longa data, por pelo menos 15 anos, em mulheres que não tiveram ou demoraram para ter filhos. Por isso, existe sempre o aconselhamento”, explica Ilza. “Ele é feito justamente para falar com cada paciente sobre sua história particular. Só então ela pode decidir sobre o método que deseja usar”. Preços no mercado O DIU hormonal tem um custo médio de R$ 800, enquanto o de cobre vale entre R$ 10 e R$ 15, aponta a coordenadora. “Hoje, com o desemprego, tem muita gente desprovida de plano de saúde. Por conta disso, a gente acaba atendendo a classe média também”. Além do DIU, que pode durar cinco (hormonal) ou dez anos (cobre), o Centro oferece também o método do implante, que é mais fácil de colocar e libera um hormônio semelhante ao do hormonal. “Nele, colocamos um tubete sob a pele, na região do braço, que vai liberar o hormônio. Pelo custo, nós o usamos em menor quantidade”, afirma Ilza. Veja mais notícias da região no G1 Campinas.
Veja Mais

16/09 - Doulas: uma ajuda para viver o fim da vida
Profissional é treinada para criar ambiente mais acolhedor, que traga conforto para o paciente e a família No Brasil, a figura da doula está associada à vida. A palavra vem do grego e sua tradução equivaleria a uma mulher que dá assistência a outra. Embora nem sempre com a aprovação dos médicos, elas acompanham a gravidez e o parto principalmente de marinheiras de primeira viagem, com o objetivo de tornar essa experiência a mais humanizada possível. Em outros países – aqui, a iniciativa ainda é incipiente – aumenta a participação das doulas nos preparativos para a morte. Lá fora, são chamadas de end-of-life doulas e, apesar de haver voluntários no ramo, proliferam cursos preparatórios para assumir essas responsabilidades. Na Grã-Bretanha, são reconhecidas pelo NHS, o sistema público de saúde do país. Doulas: proposta de privilegiar o conforto emocional e espiritual no fim da vida By Levi Clancy - Own work, CC BY-SA 4.0, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=63693133 Apesar do medo que temos de uma morte súbita, são as doenças crônicas não transmissíveis, como as do aparelho circulatório, diabetes ou câncer, que respondem por mais de 60% dos óbitos e atingem indivíduos de todas as camadas socioeconômicas. Portanto, normalmente há um período de declínio permeado de dor e angústia – e é quando a doula pode trazer conforto para o paciente e sua família. Há inclusive uma organização, a International End of Life Doula Association, criada em 2015, que, além de oferecer treinamento, trabalha para mostrar o valor desse serviço em hospitais e centros de cuidados paliativos. Entre outros, o curso abrange tópicos como estimular a capacidade de ouvir, planejamento da vigília, sinais e sintomas da aproximação do fim e rituais que possam suavizar o processo. É natural que a família esteja tão esgotada com a situação que não se dê conta de pequenos (e grandes) detalhes que podem ajudar nos momentos finais. Por exemplo, criar uma atmosfera mais acolhedora, através da utilização das músicas preferidas, ou usando aromaterapia para que o ambiente tenha os cheiros que mais agradam ao doente. Ou até ajudar a escrever uma carta de reconciliação com um irmão ou irmã cujo relacionamento tenha ficado estremecido nos últimos anos. Que filho ou filha, marido ou mulher, parente ou amigo, se sente preparado para ouvir seu ente querido falar sobre o medo da morte que se aproxima? A dor é insuportável e essa mediação pode ser feita por uma doula, que também se encarrega de tarefas típicas de cuidadores. Enquanto a atenção dos profissionais de saúde está voltada para os aspectos físicos do paciente, a proposta das doulas é privilegiar o conforto emocional e espiritual. Na verdade, seria muito bom que enfermeiros (as) tivessem uma formação que considerasse essa abordagem. Quem se dispuser a registrar suas diretivas antecipadas de vontade, ou fazer um testamento vital, poderá deixar família e amigos cientes do atendimento que deseja receber. Afinal, apesar do estado de recalque e negação da morte no qual nossa sociedade está imersa, este é nosso último ato e não só pode como deveria nos pertencer.
Veja Mais

15/09 - Jovem cientista brasileira ajuda a criar plataforma mundial sobre alimentação
Victoria de Quadros colabora no desenvolvimento de um banco de dados inédito sobre o consumo global de alimentos em nível individual. Na semana em que as Nações Unidas divulgou que 821 milhões de pessoas no mundo passam fome e que, em contrapartida, outras 672 milhões estão obesas, o trabalho realizado por Victoria de Quadros assume um caráter de extrema importância: identificar e disponibilizar publicamente estatísticas científicas sobre o consumo mundial de alimentos. Victoria tem 28 anos, é natural de Campinas (SP), e é mestre em Nutrição Humana e Biologia Molecular. Há um ano e meio ela trabalha na Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), em Roma. Atualmente, em parceria com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a jovem cientista brasileira colabora no desenvolvimento de um banco de dados (GIFT , em inglês) inédito sobre o consumo global de alimentos em nível individual. “É importante saber o que as pessoas comem porque é o primeiro passo para saber se a alimentação é saudável ou não: por exemplo, quando você vai a um nutricionista a primeira coisa que ele pergunta é o que você come. A partir disso, ele pode ver se existem problemas na alimentação e identificar como resolver esses problemas. É a mesma coisa em nível de população, se você sabe o que as pessoas de um país ou região comem, você também pode ver se existem problemas com essa alimentação e quais tipos de políticas alimentares podem ser implementadas para resolver esses problemas”, explica. Ferramenta global na luta contra a fome Victoria defende que seu trabalho é o alicerce científico para que as ações de combate à fome sejam bem sucedidas de acordo com os desafios específicos de cada região. “Eu acho que é importante trabalhar para resolver esse problema e eu sei que é muito importante esse trabalho técnico de ter bases científicas e dados disponíveis para poder pensar as políticas baseadas em dados científicos e não em outras informações”, diz. E acrescenta: “Em um certo nível sim, é a base da luta [contra a fome], achar os dados que são importantes para resolver os problemas e, inclusive, nós também trabalhamos e estamos começando a trabalhar com mais países para mostrar justamente como eles podem usar esses tipos de dados para uma finalidade útil para o país”. Projeto Global A plataforma é pensada sobretudo para que os dados sejam aplicados às políticas alimentares e nutricionais dos países em desenvolvimento que possuem menos dados desse tipo – e que raramente são públicos – e, por outro lado, são os países que mais necessitam ter acesso a esse tipo de dados. “Esse é um trabalho importante porque esse é o primeiro banco de dados que tem esse objetivo de disponibilizar e publicar dados desse tipo de consumo alimentar em nível mundial para diferentes países do mundo. Então, a gente conta com o apoio dos países e instituições para transformá-lo em uma ferramenta global”, assinala Victoria. Precisão científica Victoria explica que, normalmente, as informações disponíveis sobre o que as pessoas comem em um país se baseiam em estimativas e estatísticas muito amplas. Porém, defende a cientista, “é importante também saber o que as pessoas estão realmente comendo”. E explica: “Nesse banco de dados há informação sobre a quantidade de alimento que as pessoas realmente consumiram, inclusive pessoas diferentes em uma mesma família. Por exemplo, se você sabe que uma família consumiu um pedaço de carne, a partir desse tipo de dado você pode saber quem consumiu esse pedaço de carne, se foi a criança, a mãe ou o pai. É um dado bem específico em nível individual”, assinala. Uso da plataforma no Brasil Em um país das dimensões do Brasil, onde as dietas variam de acordo com a região, os dados podem ser cruzados para ajudar a identificar os melhores alimentos em caso de deficiências nutricionais. “No Brasil, poderia ser útil para identificar alimentos que ajudem a combater a deficiência de micronutrientes. Por exemplo, se você sabe o quanto uma criança em uma região do Brasil que é carente de vitamina A consumiu de um determinado alimento, e você sabe o que uma criança em outra região do Brasil que não é carente em vitamina A também consumiu. A partir dessa comparação, você pode identificar alimentos que podem ser consumidos e podem ser estimulados para o consumo para combater essa deficiência. Podem ser alimentos como banana, mamão ou abóbora, que são ricos em vitamina A”, precisa Victoria. Ao se conhecer quadro nutricional individual de um país, isso pode ter efeitos diretos inclusive na produção de alimentos. “É possível identificar quais são os cultivares que são mais ricos em nutrientes ou que contribuem mais para a ingestão de vitaminas e minerais, e estimular a produção desses cultivares nas regiões onde tem carência”. Consulta simplificada à plataforma O público-alvo da plataforma GIFT é amplo, voltado principalmente para quem precisa planejar políticas alimentares. A consulta foi simplificada, como afirma Victoria: “Por um lado temos os gráficos da plataforma que foram pensados para serem bem fáceis de entender, mesmo para quem não tem formação científica muito ampla, e por outro, os  pesquisadores ou as pessoas mais especializadas que querem fazer análises mais sofisticadas, podem baixar os dados gratuitamente na plataforma”. Victoria conta que antes de se mudar para a Itália nunca havia pensado em trabalhar no sistema das Nações Unidas. Ao perceber que havia as qualificações para uma vaga, candidatou-se e foi chamada para um entrevista. Aprovada, começou a trabalhar como estagiária até ser contratada como consultora. “É uma possibilidade que raramente as pessoas, mesmo os professores, falam para gente que existe. Acho que muita gente não sabe, mas é uma possibilidade real porque existe a necessidade para o trabalho técnico de terem cientistas especializados e tem também um interesse muito grande em ter cientistas de países em desenvolvimento, então é uma grande oportunidade também para os brasileiros e as brasileiras. Nós somos muito qualificados no Brasil e talvez a gente não perceba isso até a gente ir para fora e se comparar com outras nacionalidades”, afirma.
Veja Mais

14/09 - Homem desfigurado por tiro se torna pessoa mais velha a receber transplante de rosto no mundo
Operação foi feita pela primeira vez no Canadá, segundo a Universidade de Montreal. ANTES E DEPOIS: Canadense de 64 anos foi operado pelo cirurgião plástico Daniel Borsuck, na Universidade de Montreal Universidade de Montreal Um canadense de 64 anos se tornou a pessoa mais velha a passar por um transplante de rosto. Há sete anos, ele teve a face desfigurada por um tiro acidental. A operação foi a primeira do tipo realizada no Canadá, feita no Hospital Maisonneuve-Rosemont e liderada pelo renomado cirurgião plástico Daniel Borsuk, da Universidade de Montreal. A operação durou 30 horas e exigiu a presença de uma equipe extremamente especializada. Mais de 100 profissionais de saúde colaboraram, incluindo médicos, enfermeiros e outros funcionários. "Esta delicada operação é resultado de anos de trabalho meticuloso coordenado por uma equipe incrível e da também incrível cooperação do paciente e de sua família", disse Borsuk. Homem passou por cirurgia de transplante de rosto após tiro acidental no Canadá Universidade de Montreal Após levar um tiro acidental no rosto, o homem passou a viver com uma dor constante e precisou realizar cinco cirurgias de reconstrução. Ele foi forçado a viver com traqueostomia - uma abertura para a passagem de ar na traqueia - e tinha extrema dificuldade de respirar, dormir, comer e falar. Os transplantes de rosto são extremamente complexos. Desde 2005, 40 foram realizados em diversos países. Pessoa mais jovem Recentemente, a história da pessoa mais jovem a receber um transplante de rosto foi contada pela revista "National Geographic". Katie Stubblefield tentou suicídio aos 18 anos com um tiro na cabeça. Anos depois, aos 21 anos, ela participou de uma cirurgia histórica que durou mais de 30 horas no estado de Ohio. A cirurgia ocorreu na Cleveland Clinic e, segundo o texto da repórter Joanna Connors, ainda é feita de forma experimental. Todo o processo foi documentado por médicos e enfermeiros. Esse foi o terceiro transplante de rosto realizado pela clínica. Capa da revista "National Geographic" acompanhou a história de Katie Stubblefield, a mais jovem receptora de um transplante de rosto da história dos EUA Divulgação "National Geographic"
Veja Mais

14/09 - Por que as mulheres doam órgãos mais do que os homens
Seis em cada 10 doadores de rim são mulheres - e seis em cada 10 pessoas que os recebem são homens. Isso pode trazer consequências para a saúde de ambos os gêneros. Hospital das Clínicas de SP comemorou 50 anos de transplantes de fígado no país neste ano Reprodução/JN Em 2016, os rins da minha mãe começaram a falhar – mais uma vez. Seu primeiro transplante após vários anos na lista de espera, havia vindo de um cadáver. Da segunda vez, no entanto, sua irmã mais nova estava preparada e disposta a ser a doadora. Como uma mulher doando para um ente querido, minha tia se encaixava na descrição básica da maioria dos doadores de rim. As mulheres representam 60% dos doadores de rim dos Estados Unidos e outros países apresentam números parecidos. No Brasil, não há um número nacional sobre as distinções de gênero entre doadores. No entanto, sabe-se que em vários lugares do mundo essa diferença de gênero está crescendo. Desde 2008, o número de doadores homens caiu em todos os estudos demográficos nos EUA. Mas a maioria das pessoas esperando por um transplante - 59% - são homens. O desequilíbrio na questão das doações de rins - mais homens precisam enquanto mais mulheres doam – não significa apenas um fardo a mais para elas. Pode haver consequências para a saúde dos homens também. Diferenças de tamanho Há dados conflitantes sobre o efeito da incompatibilidade de gênero no sucesso de um transplante. Mas um estudo com mais de 230 mil doações de órgãos nos EUA entre 1998 e 2012 indica que os transplantes renais de mulheres para homens estão entre os que tinham a menor probabilidade de dar certo. Essa tendência acontece com outros órgãos também: homens que receberam um coração de uma mulher e não de um homem, por exemplo, tinham uma chance 15% maior de morrer nos 5 anos seguintes. Uma razão pela qual o gênero pode ter um papel nisso é a diferença nas dimensões dos órgãos, diz Rolf Barth, chefe da Divisão de Transplantes do Centro Médico da Universidade de Maryland. Ele diz que um rim pequeno não funciona muito bem para pessoas maiores, já que órgãos menores têm uma probabilidade menor de acompanhar as demandas de um corpo maior. Uma análise com mais de 115 mil receptores de rins, por exemplo, descobriu que o risco de fracasso era maior quando a diferença de peso entre doador e receptor superava os 30 kgs. Mesmo que uma mulher e um homem tenham o mesmo peso, os órgãos das mulheres tendem a ser menores. Mas muitas vezes o único aspecto relacionado a tamanho levado em consideração é o peso – o que pode contribuir para o risco de descompasso de gênero. Além de tamanho, outra questão é que os corpos de homens e mulheres têm antígenos diferentes. Novos avanços médicos indicam que isso está se tornando um problema menor, diz Barth. "Na era moderna, usamos imunoterapias de indução mais intensas", diz ele. "Essas diferenças sobre compatibilidade e gênero foram minimizadas". Há outras desigualdades de gênero na doação de órgãos. Um estudo com 101 pacientes negros que moram em áreas urbanas apontou que mulheres em tratamento de diálise tinham uma probabilidade menor de serem avaliadas para transplante de rim do que os homens em diálise. Elas também tinham uma tendência menor a querer um transplante de rim, apesar de receber mais ofertas do que homens. Enquanto isso, um estudo muito maior com mais de 700 mil pacientes encontrou uma disparidade estranha de gênero em termos de índice de massa corporal: enquanto mulheres com sobrepeso tinham uma tendência significativamente menor de receber transplantes do que seus colegas mais magros, os homens com sobrepeso tinham uma tendência maior a receber transplantes. Não está claro ainda o que causa essas disparidades. Mas há algumas teorias mais embasadas sobre o motivo pelo qual mais mulheres doam órgãos que homens. Uma razão é simples. Esposas geralmente são as primeiras a se voluntariar para doar um rim para um ente querido. E, enquanto as mulheres têm uma tendência maior a sofrer de doença crônica de rim, os homens têm uma tendência maior a serem tratados para fracasso renal em estágio terminal - o que significa que, entre casais heterossexuais, mais mulheres do que maridos se sentem compelidos a fazer a doação. Em um estudo com 631 doadores de rim na Suíça, por exemplo, 22% eram companheiras enquanto apenas 8% eram companheiros. Mas isso não dá conta de todo o fenômeno. As mulheres também superam os homens na doação para filhos, irmãos ou outros membros da família. Questão econômica Outra razão pode ser econômica. Doadores precisam tirar várias semanas do trabalho para a cirurgia e a recuperação, e o sistema de saúde americano não tem nenhum mecanismo que torne esse sacrifício financeiramente neutro. Minha tia, que precisou deixar de trabalhar durante 4 semanas do seu processo de recuperação, estima que tenha perdido cerca de 10 mil dólares (38 mil reais). Mesmo em países como a Suíça, onde a perda de renda é reembolsada, burocracias administrativas implicam em semanas de demora para receber o dinheiro. Os homens, que continuam sendo os principais responsáveis pelo sustento da casa, podem ter uma tendência menor a doar como resultado. Isso fica mais pronunciado em famílias com renda mais baixa. Pesquisadores só agora começaram a examinar como a perda de renda está afetando as taxas de doação de rim. Mas nem todo mundo concorda que a disparidade ocorra porque as famílias dependam menos das mulheres para sua renda. "As mulheres, independentemente de seu status de trabalho, são as cuidadoras da família, e elas veem o que os membros da família passam com a diálise", diz Cathy Klein-Glover, também do Centro Médico da Universidade de Maryland. "E só por causa desse papel, é mais provável que elas digam 'vou fazer algo e ser a solução desse problema'". Como líder da equipe de transplantes, é dever de Klein-Glober avaliar potenciais doadores e determinar se são bons candidatos, com o apoio social certo para garantir uma recuperação bem-sucedida. Em sua experiência, diz ela, as mulheres tendem a se ver como a solução para o problema mais do que os homens. Autosacrifício Em geral, as mulheres são mais socializadas para ver o cuidado com a família como uma extensão de seus deveres. Especialistas dizem que isso pode ser a principal causa dessa disparidade. "Há uma expectativa social geral de que as mulheres se doem", diz Bethany Foster, uma médica focada na pesquisa sobre o rim na Universidade McGill, no Canadá. Isso está alinhado ao que antropólogos médicos descobriram quando conduziram um estudo sobre atitudes envolvidas nas doações de órgãos no Egito e no México. Ambas as culturas mostraram ter muita expectativa de que mães doassem órgãos aos seus filhos. "Fazendo uma analogia entre dar à luz e doar um rim, os corpos das mães foram explicitamente vistos como a fonte de vida de onde bebês e órgãos podem ser extraídos", diz o estudo. "Tirar mais um órgão dessa mesma fonte foi interpretado como uma continuação orgânica dessa intimidade corporal e interdependência." Aliás, muitas das doadoras mulheres que Klein-Glover entrevistou estavam dispostas a doar porque já passaram por um procedimento médico grande como o parto. Como resultado, diz ela, "elas acreditam no sistema médico. Às vezes elas me dizem 'em comparação ao que eu passei, isso não parece nem um pouco ruim'". Mas há uma ironia aí: ter engravidado é mais um dos grandes fatores que complicam a doação de órgãos tanto para mulheres que querem doar quanto para as que precisam receber. Um dos maiores desafios para um transplante bem-sucedido é ter certeza de que o sistema imunológico do doador não rejeite o órgão. Mas o sangue de uma mãe é exposto aos antígenos do seu feto - o que pode fazer com que a combinação com seu próprio sangue diminua. Como resultado, alguns estudos indicam que a gravidez é o motivo pelo qual as mulheres podem ter uma dificuldade maior de achar uma compatibilidade com alguém em sua família. (Na minha própria família, tenho outra tia que não foi considerada tão ideal tanto para minha mãe porque ela tem dois filhos.) Especialistas dizem esperar que no futuro existam mais atenção e mais pesquisas da comunidade médica para derrubar essas barreiras físicas e culturais na doação de órgãos. "Esperamos que isso faça com que as pessoas se vejam como doadoras", diz Klein-Glover - independentemente das expectativas culturais.
Veja Mais

14/09 - Pesquisa sobre o valor nutricional do canibalismo ganha Ig Nobel, prêmio da ciência bizarra; veja mais vencedores
Premiação é sátira do Nobel e destaca pesquisas "que primeiro fazem rir, depois pensar". Outros temas premiados são o poder de limpeza da saliva e o uso de passeios em montanhas russas para tratar pedras nos rins. Marc Abrahams, mestre de cerimônia do Ig Nobel, segura o troféu que foi entregue aos vencedores. Brian Snyder/Reuters Uma análise do valor nutricional do canibalismo, um estudo sobre como tratar pedras nos rins andando em montanhas russas e uma pesquisa sobre as vantagens de se vingar de um chefe com bonecos de vodu foram alguns dos vencedores do prêmio Ig Nobel de 2018, anunciados nesta quinta-feira (13). A premiação é uma sátira do Prêmio Nobel e destaca organizações e cientistas que tenham tido ideias curiosas "que primeiro fazem as pessoas rirem, depois pensarem". Ela é organizada pela revista satírica Anais das Pesquisas Improváveis. Neste ano, a 28ª cerimônia do Ig Nobel concedeu o prêmio de Medicina a dois pesquisadores americanos por um estudo publicado em outubro de 2016 sobre os benefícios de passeios em montanhas russas para acelerar a passagem de pedras nos rins. O estudo calcula a velocidade com que as pedras se deslocam nos rins de passageiros que escolhem os assentos da frente e nos de passageiros que ficam nos vagões de trás. O prêmio na categoria Nutrição foi para pesquisadores do Reino Unido, Tanzânia e Zimbábue por calcularem o valor calórico de uma dieta de canibalismo humano. A conclusão foi de que a dieta canibal tem muito menos calorias que dietas carnívoras tradicionais. "Nós não somos muito nutritivos", disse o arqueólogo britânico James Cole. Nenhum ser humano foi morto durante a pesquisa: o valor foi estimado com uma fórmula que calcula o valor calórico de partes do corpo com base no peso e composição química. Na categoria Antropologia foi premiado um estudo que mostra que chimpanzés imitam humanos com tanta frequência e tão bem quanto humanos imitam chimpanzés, conduzido por pesquisadores de sete países europeus e da Indonésia. O Ig Nobel de Química foi para um grupo de pesquisadores portugueses que analisou o poder de limpeza da saliva humana. Eles concluíram que ela é um bom limpador para alguns tipos de superfícies. Os vencedores do Ig Nobel recebem uma cédula de 10 trilhões de dólares do Zimbábue, o que equivalente a alguns centavos em dólares americanos, e os prêmios são entregues por vencedores do Prêmio Nobel. Os vencedores tiveram que viajar por conta própria para Massachusetts, nos Estados Unidos, para receber o prêmio na Universidade de Harvard. Cada vencedor foi convidado a realizar um discurso de 60 segundos, antes de ser interrompido por uma garota de 8 anos que reclamava no palco: "Por favor, pare. Estou entediada". Uma equipe de pesquisadores do Canadá, da China, de Cingapura e dos EUA venceu o Ig Nobel de Economia com uma pesquisa sobre o uso de vodus para se vingar do chefe. "Queríamos entender porque subordinados revidam os chefes se isso é ruim para eles", disse Li Liang, professora assistente de administração da Universidade de Wilfrid Lauer, em Waterloo, no Canadá. "Todos sabemos que gritar com seu chefe é ruim para a carreira. Então por que as pessoas fazem isso?" Como os pesquisadores não podiam pedir às pessoas que agredissem seus chefes, os participantes receberam um vodu online com as iniciais de seus chefes. Eles tinham a opção de usar alfinetes, alicates ou tacar fogo no boneco virtual. O estudo conclui que os participantes se sentiram melhor após o experimento, ou, como disse uma do pesquisadores, "a percepção de injustiça foi desativada". Os projetos podem provocar risadas, mas o vencedor da categoria Educação Médica, o pediatra Akira Horiuchi, afirmou que ganhar um Ig Nobel ajuda a chamar atenção para estudos que, como o seu próprio, poderiam ser ignorados. Em sua pesquisa, Horiuchi fez uma colonoscopia em si mesmo para demonstrar que não é preciso temer o procedimento. O pediatra do Hospital Geral de Showa Inan, no Japão, usou um colonoscópio para crianças e permaneceu sentado, em vez de assumir a postura deitada, tradicional para o exame. Segundo Horiuchi, a incidência e as taxas de mortalidade do câncer colorretal no Japão estão crescendo. Ele disse que, caso seu trabalho faça com que alguém se sinta mais disposto a fazer uma colonoscopia, ele pode ter ajudado a salvar algumas vidas.
Veja Mais

14/09 - SpaceX anuncia contrato para levar ao espaço 1º turista para voar ao redor da Lua
Identidade do novo viajante espacial será revelada na próxima segunda-feira (17). Empresário Elon Musk apresenta novo foguete da SpaceX, o BRF Peter Parks/AFP A empresa americana SpaceX anunciou na noite desta quinta-feira (13) um acordo para enviar o primeiro turista à Lua, a bordo de seu novo foguete, o BRF. A identidade do turista será revelada na próxima segunda-feira (17). "SpaceX firmou (contrato) com o primeiro passageiro privado para voar ao redor da Lua a bordo do nosso veículo BFR", o "Big Falcon Rocket", nome do foguete reutilizável criado para viagens ao espaço distante, informou a empresa no Twitter. Initial plugin text "Este é um passo importante no acesso de pessoas comuns às viagens ao espaço". A SpaceX, do magnata Elon Musk, prevê para 2019 uma viagem com astronautas da agência espacial americana (Nasa) à Estação Espacial Internacional. O BFR tem por objetivo substituir três projetos emblemáticos da SpaceX: o Falcon 9 que propulsiona a cápsula Dragon para abastecer a Estação Espacial Internacional, a própria cápsula e o Falcon Heavy. A viagem da NASA em 2019 será em uma cápsula Dragon, com capacidade para quatro tripulantes. O BFR terá 106 metros de comprimento e um empuxo de 4,8 quilogramas-força, sendo o foguete mais poderoso já construído, acima do Saturn V, que levou os astronautas à Lua na década de 1970. Musk já declarou que espera transformar o BFR em um veículo de transporte aéreo para toda a Terra, indo de qualquer ponto ao outro do planeta em, no máximo, uma hora, ao custo de uma passagem aérea na classe econômica. SpaceX entrou para a história em 2010 ao se tornar a primeira empresa privada a colocar uma nave espacial em órbita e recuperá-la. Em 2012, SpaceX voltou a quebrar barreiras ao enviar sua nave de carga Dragon à Estação Espacial Internacional (ISS), e neste mesmo ano começou a realizar missões regulares para abastecer os astronautas no espaço, como parte de um contrato de 1,6 bilhão de dólares com a Nasa. SpaceX pretende chegar a Marte em 2022.
Veja Mais

14/09 - Como o Japão pretende levar pessoas ao espaço de elevador
País prepara primeiros testes para a construção de uma estrutura que viajará a 200 km/h e será capaz de transportar 30 pessoas. apão pretende construir um elevador da Terra ao espaço, capaz de transportar 30 pessoas em uma espécie de contêiner em formato oval Obayashi Corp Parece ficção científica, mas é um plano concreto: um elevador que leva pessoas até o espaço. O projeto vem do Japão, que quer ser o primeiro país do mundo a transportar viajantes dessa maneira. A ideia é construir um elevador capaz de transportar até 30 indivíduos dentro de um contêiner em forma oval que se moverá a 200 km/h em trajeto de oito dias. Um motor elétrico impulsionaria a cabine através do cabo, que teria um comprimento total de 96 mil km. Para tanto, o país deve lançar um teste, o primeiro do tipo no espaço. Um foguete com um mini-elevador de 10 cm será lançado da ilha japonesa de Tanegashima e, quando chegar ao espaço, viajará por um cabo de 10 metros suspenso entre dois mini satélites. O teste estava previsto para dia 10 de setembro, mas a previsão de chegada do tufão Jebi atrasou seu lançamento. Os responsáveis pelo projeto, que pretende chegar até a Estação Espacial Internacional, a 400 km de altura, são uma equipe de especialistas da faculdade de Engenharia da Universidade Shizuoka. No teste, uma câmera acoplada registrará cada um dos movimentos. Mas essa ideia não é nova. Cientistas sonham com ela há décadas. Velocidade máxima Em 1895, o físico russo Konstantin Tsiolkovsky ficou deslumbrado com a Torre Eiffel, em Paris. E pensou que poderia usar uma estrutura similar para lançar corpos aos espaço. A ideia era usar a força centrífuga da rotação do planeta, como se fosse uma corda amarrada a uma bola de futebol que gira, para impulsionar a estrutura. Mas como concretizar essa ideia? Os cientistas japoneses confiam em seu sistema, desenvolvido pela empresa Obayashi Corporation com custos de de quase US$ 9 milhões (cerca de R$ 38 milhões). O maior desafio é encontrar material suficientemente resistente NASA "Nossos especialistas em construção, clima, dinâmica do vento e design dizem que é possível", disse um porta-voz da empresa quando o projeto estava em sua fase inicial. Espera-se que ele esteja pronto para ser lançado até o ano 2050. "Em teoria, um elevador espacial é altamente plausível. As viagens espaciais podem tornar-se algo popular no futuro", disse Yoji Ishikawa, que dirige a equipe de pesquisa. Nem todos estão de acordo. Ventos contrários O maior desafio é encontrar material suficientemente forte para enfrentar a gravidade e os ventos da atmosfera. Por isso os projetos até agora propõem nanotubos de carbono, material muito mais forte que aço. A Nasa e a Agência Espacial Europeia também querem tornar viável a ideia do elevador espacial – o físico americano Bradley C. Edwards disse que é preciso pelo menos mais 20 anos para construí-lo. Em 2009, a Agência Espacial Europeia mostrou um protótipo do objeto na Segunda Conferência Internacional de Elevadores Espaciais. Mais tarde, a empresa canadense Thoth Technology Inc. conseguiu obter uma patente nos Estados Unidos para criar um torre inflável de 20 km de altura que alcançaria o mesmo propósito. Para o empresário Elon Musk, que tem uma empresa de exploração espacial, a SpaceX, a ideia é "extremamente complicada". "Não acho que seja realista criar um elevador espacial. Seria mais fácil construir uma ponte de Los Angeles a Tóquio", disse em uma conferência no MIT.
Veja Mais

14/09 - Sobe para 91 número de mortos por ebola na Rep. Democrática do Congo
Número de casos confirmados chega a 132. Médicos cuidam de paciente com ebola em área de isolamento em Beni, na Rep. Democrática do Congo John WESSELS / AFP O número de mortos no atual surto de ebola que atinge a República Democrática do Congo (RDC) aumentou para 92, enquanto os casos de contágio já chegam a 132, informou nesta sexta-feira (14) a Organização Mundial da Saúde (OMS). O país vive segundo surto da doença em 2018. Entenda o ebola na República Democrática do Congo República Democrática do Congo usa vacina experimental contra Ebola A confirmação da primeira morte por ebola em uma grande cidade (Butembo, nordeste do país) há uma semana surpreendeu as autoridades, que até o momento informaram à OMS sobre seis casos de contágio e três mortes neste núcleo urbano. O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) anunciou a abertura de um centro de atendimento especializado em ebola na cidade, que tem uma população de um milhão de habitantes e uma grande atividade comercial, o que faz os especialistas temerem uma rápida propagação do vírus. A OMS considera que há um "bom progresso" na contenção da doença, mas que existem riscos vinculados à resistência da população a aplicar os métodos apropriados de atendimento aos doentes e à vacinação. O último surto da cepa Zaire - a mais mortal que existe - foi declarado em 1º de agosto e afetou as províncias de Kivu do Norte e Ituri, duas regiões marcadas pela violência armada, o que dificultou as tarefas dos serviços de saúde. Meses antes tinha ocorrido outro surto na província mais afastada de Equador (nordeste), que foi dado por encerrado dias antes da confirmação do atual. O porta-voz da OMS em Genebra, Tarik Jasaveric, disse que durante este surto anterior 8,9 mil pessoas foram vacinadas, entre elas mais de 2 mil crianças. Entre os casos que mais são observados estão os que envolvem familiares que se contagiam ao cuidar dos parentes doentes sem seguir os protocolos de proteção. "É por isto que o trabalho de informação às comunidades é fundamental", comentou Jasarevic. Atualmente, há 1,7 mil pessoas que tiveram contato com algum doente e que estão sob vigilância sanitária diária para detectar rapidamente se apresentam algum sintoma de ebola. O porta-voz explicou que foram reportados alguns casos em áreas onde operam grupos armados irregulares e onde não se pode chegar facilmente. Ebola: doença atinge República Democrática do Congo Alexandre Mauro/G1
Veja Mais

14/09 - OMS alerta sobre a rápida expansão dos casos de cólera no Zimbábue
Mais de 4 mil casos estão sob suspeita no país e 25 pessoas morreram. População recebe tratamento para cólera no Zimbábue. Jekesai NJIKIZANA / AFP O número de casos suspeitos de cólera no Zimbábue é de mais de 4.000 pessoas, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), que alertou para a rápida expansão da doença. Segundo a Federação Internacional da Cruz Vermelha, 25 pessoas morreram. "Estão sendo registrados entre 400 e 700 casos por dia. Eles são muitos e é um fato muito importante, considerando que dois milhões de pessoas vivem em Harare", disse em uma entrevista coletiva Christian Lindmeier, porta-voz da OMS. Embora a doença tenha sido inicialmente detectada apenas na capital, Harare, relatórios recentes revelam que ela também afetou a cidade vizinha de Chitungwiza e que houve casos isolados em cinco das dez províncias do país. População recebe tratamento para cólera no Zimbábue. Jekesai NJIKIZANA / AFP As autoridades relataram o surto em 6 de setembro e no dia 11 declararam estado de emergência. A OMS enviou epidemiologistas e especialistas ao Zimbábue para organizar uma campanha de vacinação, bem como enviar kits com material de reidratação e antibióticos para tratar pacientes. Lindmeier explicou que, embora a campanha de vacinação esteja sendo organizada, o mais importante é se concentrar em melhorar as condições de higiene e saneamento, a origem do surto. "Temos de responder rapidamente antes que saia de controle", disse ele, lembrando que, embora seja de grande preocupação que o epicentro do surto está na capital, é preciso também "monitorar o que acontece em aldeias remotas". O Ministério da Saúde do Zimbábue e a OMS alertaram na quinta-feira (13) que essa cepa da bactéria causadora da cólera parece resistir à ação dos dois tipos de antibióticos disponíveis no país. Este surto de cólera já é o mais mortífero desde 2008, quando a doença matou mais de 4.000 pessoas no Zimbábue e afetou cerca de 100.000. Para evitar o contágio, a polícia proibiu a aglomeração de pessoas nas ruas de Harare após o estado de emergência ter sido declarado. O mau estado da rede de saneamento e os canos contaminaram poços de onde os habitantes dos subúrbios de Harare tiram água. Na cidade, a maioria das pessoas não recebem água corrente em condições de higiene. Esta é a quarta vez nos últimos 15 anos que a cólera, uma doença tratável que causa vômitos intensos e diarréia, e que pode se tornar letal se não tratada a tempo, afeta o Zimbábue.
Veja Mais

14/09 - Fóssil de crocodilo com cerca de 80 milhões de anos é apresentado em MG
Nova espécie de crocodiliforme, Caipirasuchus mineirus, foi tema de artigo em revista científica internacional. Fóssil foi encontrado na região de Campina Verde, no Triângulo Mineiro, durante escavações em 2014. Fóssil é representado por um esqueleto praticamente completo e articulado, com cerca de 70 cm de comprimento Mariana Dias/G1 Um fóssil completo de um crocodilo de cerca de 80 milhões de anos, batizado de Caipirasuchus mineirus, foi apresentado na manhã desta sexta-feira (14), no Complexo Cultural e Científico de Peirópolis, da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM), em Uberaba. A nova espécie do crocodiliforme herbívoro-onívoro foi descoberta em escavações paleontológicas em 2014 em uma fazenda no Distrito de Honorópolis, em Campina Verde, no Triângulo Mineiro. Restos de animais semelhantes a esse já haviam sido descobertos em rochas da mesma idade no oeste do estado de São Paulo. O fóssil encontrado tem 90% do esqueleto praticamente completo e articulado, com cerca de 70 cm de comprimento. Os elementos ósseos, da última vértebra da caudal até o crânio, que tem forma triangular, com numerosos dentes, estão bem preservados. Diferente dos jacarés atuais, o Caipirasuchus mineirus tinha hábitos terrestres e um andar ereto, o que significa que o corpo era erguido do chão, similar ao andar de um cachorro. "A grande novidade é que essa é uma espécie única no mundo", disse o geólogo Luiz Carlos Borges Ribeiro. Paleoartista Rodolgo Nogueira fez uma ilustração de como seria o crocodilo Rodolfo Nogueira/Divulgação A pesquisa foi liderada por Agustín Martinelli (Conicet - Museo Argentino de Ciencias Naturales Bernardino Rivadavia e pesquisador associado do Centro de Pesquisas Paleontológicas L. I. Price (CPPLIP-UFTM), em conjunto com Thiago Marinho (CPPLIP-UFTM, Uberaba, MG), Fabiano Iori (Museu de Paleontologia de Uchoa, SP) e Luiz Carlos Borges Ribeiro (CPPLIP-UFTM, Uberaba). Um artigo sobre a pesquisa foi divulgado na última quarta-feira (5) na revista científica PeerJ. O fóssil foi descoberto na mesma região onde foi encontrado outro crocodiliforme único, o Campinasuchus dinizi, descrito pelos mesmos pesquisadores. Segundo os pesquisadores, essa região em Campina Verde tem se revelado como um sítio paleontológico de relevância nacional por causa da grande quantidade de fósseis encontrados e, principalmente, bem preservados. "Falar em 80 milhões de anos parece muito para um leigo. Então, nesse caso, por exemplo, uma pessoa comum vai ter a percepção de que Uberaba e região têm contribuído com esses achados para poder recontar a história da evolução da vida na Terra", afirmou Luiz Carlos. Fóssil de crocodilo com cerca de 80 milhões de anos é apresentado em MG O crocodilo Nome: Caipirasuchus mineirus Idade: 80 milhões de anos Onde e quando viveu: segundo o geólogo, o animal viveu na região onde atualmente é Campina Verde, no período Cretáceo Comprimento: cerca de 70 cm Tipo de alimentação: o crocodilo se alimentava tanto de plantas quanto de carne
Veja Mais

14/09 - Brasil tem quase 3 mil lixões em 1.600 cidades, diz relatório
Prazo para que todos os municípios dessem destino correto ao lixo venceu há 4 anos, de acordo com a Política Nacional de Resíduos Sólidos Despejo irregular de lixo aumenta no Brasil O Brasil tem quase 3 mil lixões funcionando em 1.600 cidades, segundo relatório da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe). Por lei, todos os lixões do Brasil deveriam ter sido fechados até 2014, prazo dado pela Política Nacional dos Resíduos Sólidos. O levantamento da Abrelpe mostra que, de 2016 para 2017, o despejo inadequado do lixo aumentou 3%. A produção de lixo no Brasil também aumentou no ano passado. Cada brasileiro gerou 378 kg de resíduos no ano, um volume que daria para cobrir um campo e meio de futebol. Junto com esse aumento do lixo produzido, também subiu a quantidade de resíduos que vão parar em lixões, com impactos negativos para o meio ambiente e para a saúde pública. Estudo afirma que o país gasta R$ 3 bilhões por ano com o tratamento de saúde de pessoas que ficaram doentes por causa da contaminação provocada pelos lixões. "Os impactos dos lixões, que contaminam a água, contaminam o solo e poluem o ar, afetam diretamente a saúde de 95 milhões de pessoas, sejam as que vivem no entorno desses lixões, muito próximos, ou aquelas que consomem ou a água ou os alimentos produzidos nessas áreas que estão contaminadas, trazendo uma série de problemas de saúde", afirma Carlos Silva Filho, diretor-presidente da Abrelpe. Segundo os dados da Abrelpe, 90% das cidades brasileiras têm coleta de lixo, mas só 59% usam aterros adequados. O Ministério do Meio Ambiente disse que o maior impedimento para tratar o lixo é a falta de recursos dos municípios e sugere medidas como a cobrança de uma taxa de lixo, o agrupamento das cidades em consórcios para ratear as despesas. Disse ainda que existem ações previstas para ajudar os municípios nos Ministérios da Saúde e das Cidades, mas não há perspectivas de que os recursos federais sejam suficientes para suprir as demandas. Dados do IBGE Quase metade das 5.570 cidades brasileiras não tem atualmente um plano integrado para o manejo do lixo, segundo o Perfil dos Municípios Brasileiros (Munic 2017), divulgado Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em julho deste ano. Segundo a legislação brasileira, o plano integrado tem 19 itens obrigatórios que incluem metas de redução da quantidade de rejeitos por meio de reciclagem e reutilização de materiais, diagnóstico da situação dos resíduos sólidos no município, além de regras para transporte e outras etapas do gerenciamento do lixo e limpeza urbana. O estudo do IBGE apontou que a existência de um plano é mais frequente nas cidades mais populosas. Nos municípios com mais de 500 mil habitantes, 83,3% possuem um plano de manejo do lixo. Naquelas entre 5.001 e 10 mil habitantes, são 49,1%. Em uma análise por população, o IBGE identificou que nas cidades com mais de 50 mil habitantes, em termos relativos, ocorrem mais impactos ambientais causados por falta de saneamento básico e destinação inadequada de esgoto doméstico.
Veja Mais